As mudanças ministeriais serão definidas na volta de FHC da viagem à Russia e à Ucrânia. Treze ministros serão substituídos, o primeiro será José Serra (Saúde), candidato à sucessão presidencial
BRASÍLIA – O presidente Fernando Henrique Cardoso definirá o calendário da reforma ministerial, tendo em vista a substituição de ministros que disputarão as eleições de outubro, após voltar da viagem à Rússia e à Ucrânia. O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, disse ontem que deverá conversar com o presidente sobre o assunto, depois do retorno dele ao Brasil, previsto para quinta-feira.
O secretário-geral do PSDB, deputado federal Márcio Fortes (RJ), informou que Fernando Henrique pretende realizar a reforma antes de abril, quando termina o prazo legal para a desincompatibilização.
Veiga afirmou que não haverá regra na substituição dos ministros como, por exemplo, a opção automática pelo corpo técnico dos ministérios. “O presidente decidirá conforme a conveniência de cada pasta”, disse.
Pelo menos 13 ministros deixarão o ministério, a começar pelo da Saúde, José Serra, candidato tucano a presidente. Serra deve deixar o Governo em fevereiro, na tentativa de fazer deslanchar a candidatura, que deverá ser lançada na próxima quinta-feira.
HOMENAGENS – Em meio aos compromissos da visita de Estado, Fernando Henrique viveu ontem um dia de glória acadêmica em Moscou. De manhã, quando conversava com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Salão Verde do Kremlin, ganhou dele a edição russa do livro Dependência e Desenvolvimento na América Latina – Ensaio de Interpretação Sociológica, de autoria do tucano. À tarde, recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Moscou por suas enormes contribuições às relações entre a Rússia e o Brasil e às áreas da ciência e da cultura.