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CULTURA Fundação admite Guggenheim só para o Rio
RIO DE JANEIRO - A equipe do Museu Guggenheim, acompanhada do prefeito César Maia, e do secretário municipal da Cultura, Ricardo Macieiras, conheceu o início dos trabalhos do plano de viabilidade de construção de uma filial do museu no Rio de Janeiro. O diretor da Fundação Solomon Guggenheim, Thomas Krens, disse que o resultado do estudo, que custou à prefeitura US$ 2 milhões, deve ficar pronto em nove ou dez meses, quando a decisão sobre a execução ou não do projeto será anunciada.
César Maia informou que a verba - US$ 120 milhões - para a construção do museu já está guardada em caixa, em forma de títulos da dívida pública. Krens fez questão de salientar que, atualmente, a Fundação Solomon Guggenheim só estuda um novo projeto, o do Rio de Janeiro: “O Rio é uma cidade extraordinária, que se encaixa numa meta estratégica do Guggenheim, que é de expandir seus museus para fora dos Estados Unidos”.
Krens ponderou, entretanto, que o museu só se realizará se o estudo mostrar que ele será um sucesso, principalmente de público. “Nós só seguiremos adiante se o número de público for extraordinário. Não estamos preparados para fracassar”, afirmou.
O diretor do Guggenheim de Bilbao e coordenador da equipe do estudo de viabilidade, Juan Inacio Vidarte, se disse empolgado com o projeto, mas preferiu um discurso mais realista, frisando as dificuldades a serem enfrentadas. “Estamos todos muito empolgados, mas precisamos ter em mente que se trata de um projeto de alta complexidade. Precisamos levantar todos os problemas, como os de transporte, de infra-estrutura, a viabilidade econômica e arquitetônica da região”, acrescentou.
Krens lembrou, entretanto, que, inicialmente, a idéia de fazer uma filial em Bilbao parecia absurda e que hoje o museu bate recorde de público, recebendo mais de 1 milhão de visitantes por ano. E o Rio, disse ele, possui características que tornam a cidade mais atraente do que Bilbao na época: “O Rio tem uma arquitetura extraordinária e paisagem de beleza natural fora do comum, além de ser uma grande metrópole”.
O arquiteto escolhido para a execução do projeto, Jean Nouvel, se disse muito impressionado com o que viu durante o final de semana. “O local é maravilhoso, não só o píer da Praça Mauá, como o entorno, os armazéns e prédios antigos. Fiquei feliz por ver que a área tem muito a ver com a história da cidade. O Rio tem uma vida cultural extremamente rica, mas nós devemos ser ambiciosos para poder criar um novo símbolo para a cidade”, concluiu.
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