RIO – A produção industrial caiu em sete das 12 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na comparação de novembro de 2001 com o mesmo mês de 2000. Na Região Sul, o índice ficou estável. O Ceará apresentou em novembro a maior queda (-12,3%). O desempenho negativo da indústria têxtil, especialmente na área de beneficiamento e fiação do algodão, prejudicou a produção no Estado.
Só apresentaram crescimento as indústrias da Bahia (6,8%), Santa Catarina (3,8%), Paraná (1%) e São Paulo (0,8%). Nessas Regiões, a taxa ficou acima da média nacional, que registrou queda de 2% de novembro de 2000 para novembro de 2001. Na comparação com outubro, no entanto, a média da indústria brasileira, sem considerar efeitos sazonais (típicos de cada período), cresceu 1,8%.
O IBGE, porém, não divulga esse tipo de comparação para a indústria regional, justamente por não calcular o índice dessazonalizado. Para Mariana Rebouças, economista do Departamento de Indústria do IBGE, o crescimento em São Paulo, apesar de modesto, foi sustentado pelas indústrias química (5,5%) e de material elétrico e de comunicações (11,2%).
RETRAÇÃO – Além do Ceará, as capitais com as maiores reduções são Espírito Santo (-8,7%) e Minas Gerais (-6,7%), com impactos negativos nos segmentos de metalúrgica, química e extrativa mineral. Também recuaram as indústrias de Pernambuco (-3,1%), Nordeste (-3%), Rio Grande do Sul (-3,7%) e Rio de Janeiro (-3,6%).
Nos Estados do Nordeste e na própria Região, a retração é explicada, segundo o IBGE, pela quebra de safra do algodão, que fez a produção da indústria têxtil despencar. Se a produção de têxteis despencou, a indústria alimentar, por outro lado, só teve o que comemorar em novembro: cresceu em 10 das 12 Regiões.
Puxado pelo aumento da demanda, o setor de alimentos foi o principal responsável pelo crescimento da indústria em Santa Catarina (3,8%). Lá, o aumento desse ramo atingiu 12,7%.