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SERVIÇO Guia para fazer o bem, ou melhor: como escolher uma instituição séria para ajudar
Recentemente, numa edição especial (parte integrante da Revista VEJA, Ano 34, nº 51) foi divulgada uma relação das 430 entidades filantrópicas que mais se destacaram no Brasil. Nas palavras do editor: "Esta edição especial de VEJA apresenta aos leitores um resumo ambicioso a respeito de um assunto que merece prioridade no Brasil de hoje: a filantropia. Financiar ou participar de causas sociais não é exatamente uma atitude de grande tradição na cultura brasileira, ou pelo menos não era tão visível como atualmente. Os levantamentos mais recentes dão como certo que pelo menos 20 milhões de pessoas atuam como voluntárias, um exército grandioso. Embora incapaz de acabar com a miséria, a tropa ajuda a atenuar o sofrimento de milhões de brasileiros. A mobilização consegue modificar estatísticas e melhorar nossos indicadores sociais. Não é para menos. Há entidades filantrópicas que reúnem mais voluntários que o total de funcionários das maiores empresas do País. Existem também organizações muito pequenas, cujos beneficiados cabem numa sala de aula. Mas o trabalho que desenvolvem é de grande importância, e, todas elas, juntas, conseguem fazer mais do que qualquer governo seria capaz."
A lista apresentada na Revista VEJA pode aparecer com uma relação grande, mas um trabalho realizado pela Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos, em conjunto com o Instituto de Estudos da Religião, do Rio de Janeiro, concluiu que há 220 mil entidades voltadas para as questões da cidadania no País. Esta relação, portanto, foi escolhida a dedo. A relação foi feita com base em critérios discutidos com trinta dos maiores especialistas do País. Foram selecionadas as entidades que atendem aos seguintes requisitos:
1. Tratem apenas da promoção humana, o que fez excluir as instituições de caráter apenas ecológico;
2. Possuam registro de entidade filantrópica no Conselho Nacional de Assistência Social;
3. Figuram como associadas a organizações como a Rede Brasileira de Entidades Assistenciais Filantrópicas (REBRAF) e a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG);
4. Tenham merecido o título Bem Eficiente entre 1997 e 2001, conferido pela empresa de consultoria Kanitz & Associados, ou façam parte da lista das 400 maiores entidades filantrópicas do país, também da Kanitz.
Conforme a Revista: "O resultado é um grupo seleto que auxilia nada mais nada menos que 15 milhões de brasileiros. A lista é um guia para quem deseja participar da vasta rede de apoio aos que precisam de ajuda. A relação está apresentada por área de atuação e região geográfica. Inclui grandes e pequenos exemplos de assistência a crianças e adolescentes, idosos, portadores de deficiência, doentes e vítimas da miséria em geral. Apresenta, também, uma descrição do trabalho realizado pelas instituições, o tipo de ajuda que pode ser mais útil, o endereço para contato e o site na Internet em que outras informações podem ser obtidas".
A área do nosso interesse, logicamente, é o Estado de Pernambuco. Da lista das 430 entidades apresentadas no Brasil, seis são do Estado, sendo duas do interior (Petrolina e Arcoverde) e quatro da capital. Para nosso orgulho, a Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer figura entre as seis instituições escolhidas. Os nomes das instituições recomendadas são:
Interior:
Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância – Petrolina;
Fundação Terra – Arcoverde.
Capital:
Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social;
Movimento Pró-Criança;
Obras de Frei Francisco;
Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer – SPCC.
Cresce diariamente a idéia que a responsabilidade social no fundo é do ser humano, do indivíduo, por meio do trabalho voluntário, da filantropia, das fundações criadas por acionistas das grandes empresas. E é benéfico para todos que seja assim. Uma sociedade somente será cidadã, na opinião do Stephen Kanitz, "...se seus participantes forem atuantes na área social de forma mais proativa do que simplesmente como contribuintes. Pagar os impostos e deixar todos os problemas sociais para o governo é um modo cômodo de não-envolvimento. Quando o indivíduo faz uma doação, ele descobre que a filantropia é um prazer e não somente uma obrigação. Se você nunca sentiu esse raro prazer, comece a descobrir as inúmeras formas de faze-lo".
A citação da SPCC no artigo é o reconhecimento de um trabalho sério que vem sendo desenvolvido pela instituição, mantenedora do Hospital de Câncer de Pernambuco; é a prova concreta da qualidade na prestação de serviços, aos menos favorecidos, nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. Nosso trabalho não pára aqui. São 56 anos de atividades voltadas em benefício da população pernambucana. A SPCC continua a sua luta. Como instituição de referência, busca, cada vez mais, o crescimento técnico-científico, inovando nas áreas de pesquisa e equipando o Hospital com tecnologia de ponta. Com o apoio de empresas da região e de grande parte da população, o Hospital inicia, no ano de 2002, o Projeto de Ampliação e Reforma das Unidades Ambulatoriais, que tem como objetivo duplicar a sua capacidade de atendimento, proporcionando desta maneira, a minimização das taxas de incidência e mortalidade por câncer na região. Agora é arregaçarmos as mangas e continuarmos nossa caminhada para solidificar, cada vez mais, a nossa instituição. Você, voluntário, é um convidado para abraçar a nossa causa.
Fonte
Jaime de Queiroz Lima, médico-chefe do departamento
James Anthony Falk, Ph.D., assessor do Grupo de Pesquisa
Carlos Roberto Carvalho Leite, cirurgião oncológico/HCP
Apoio: JORNAL DO COMMERCIO
Contato: Isabel Melo e Jacqueline Tavares (isabel@hospcancer-pe.org.br)
Fone: 3423.2088 ramal 188 (7h às 13h)
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