Nove projetos de capacitação de pessoal, apresentados por seis empresas, começam a virar realidade. Facepe, a gerenciadora do fundo, tem pressa nos repasses
por MONA LISA DOURADO
mldourado@jc.com.br
Foi dada a largada para a corrida da qualificação profissional do setor de Tecnologia da Informação de Pernambuco. É que o Fundo de Capital Humano (FHC) acaba de liberar a primeira parcela do investimento destinado aos nove projetos de capacitação de pessoal apresentados por seis empresas e instituições locais.
Juntos, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), o Comitê para Democratização da Informática (CDI), a Procenge, a CSI, a InForma e a DB Lab já receberam R$ 1 milhão, dos R$ 3 milhões previstos para serem repassados ao longo de 2002. “Nossa maior preocupação é formar gente o mais rápido possível. Portanto, o dinheiro será liberado conforme o planejamento de cada empresa”, diz José Carlos Cavalcanti, presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado (Facepe), que gerencia o fundo.
Na Procenge, o treinamento começou antes mesmo que a verba de R$ 72 mil, de um total de R$ 201 mil, fosse depositada. Segundo o sócio-diretor, José Cláudio de Oliveira, já existem técnicos da Procenge fazendo cursos em São Paulo para depois servirem como multiplicadores dos conhecimentos adquiridos entre os demais profissionais da empresa. “Nossa expectativa é capacitar 100 pessoas até o fim do primeiro semestre, quando o nosso projeto deve estar concluído”, afirma José Cláudio, referindo-se ao trabalho de migração do sistema de gestão educacional SiiG para Web.
Além de valores monetários, os recursos do FCH também estão sendo repassados em forma de equipamentos e bolsas de estudo, entre outros. No caso da InForma, por exemplo, foram incluídos nesse primeiro aporte R$ 50 mil em dinheiro e outros R$ 85 mil em máquinas. “Vamos investir em cursos curtos com fornecedores, cursos de pós-graduação e desenvolvimento de pesquisa aplicada”, aponta o diretor da empresa, Ismar Kaufman.
Assim como a capacitação profissional, outra característica de destaque dos projetos submetidos ao FCH tem sido a preocupação com a certificação das fábricas de software locais em padrões de classe mundial. De acordo com José Carlos Cavalcanti, essa tendência de inserção internacional está suscitando a criação de regras mais rígidas para a submissão de novos projetos, que devem ser divulgadas ainda este mês.