Ainda não será em 2002 que o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) expandirá sua atuação para além dos limites do País, pelo menos não fisicamente. O escritório comercial que a instituição previa inaugurar nos Estados Unidos este ano só deverá se concretizar mesmo em 2003.
Isso porque, de acordo com o gerente executivo do Cesar, Fred Arruda, a estratégia de presença no exterior ainda não foi definida. “Estamos conversando com dois consultores para avaliação do projeto de instalação do Cesar nos EUA, mas primeiro vamos mapear as oportunidades que nos esperam lá fora.”
Segundo Arruda, antes mesmo de fincar pés na terra do Tio Sam, o Cesar começa a captar significativos negócios. “Estamos fechando dois contratos, um de R$ 2,6 milhões e outro de R$ 2,1 milhões, com uma companhia norte-americana”, afirma, sem revelar mais detalhes. O executivo deixa escapar, entretanto, que é possível que o primeiro escritório estrangeiro do Cesar seja financiado por clientes e parceiros do hemisfério Norte.
Enquanto isso não acontece, o centro se apressa em reforçar sua penetração no mercado nacional, ampliando seu quadro de pessoal na unidade de São Paulo, inaugurada em maio de 2001. Isso se deve principalmente ao fato de que o escritório deixou a desejar em termos de faturamento, fechando o ano com R$ 600 mil, ou apenas 20% dos R$ 3 milhões esperados. O baixo rendimento também contribuiu decisivamente para o adiamento da inauguração de uma outra unidade, no Rio de Janeiro. “Acreditamos que em 2002 o escritório de São Paulo conseguirá atingir R$ 8 milhões. Aí sim, vamos pensar numa nova unidade”, diz Fred Arruda.
Já em Brasília, os negócios do Cesar vão de vento em popa. Graças principalmente aos contratos governamentais, o escritório obteve um faturamento de R$ 4 milhões e espera conquistar novos mercados em 2002. “Não podemos ficar somente na dependência do Governo, por isso vamos trabalhar para fazer com que o setor privado passe a significar pelo menos 60% dos negócios do Cesar em Brasília este ano”, conta Arruda. Em todas as unidades, o Cesar obteve em 2001 faturamento de R$ 11 milhões, ou R$ 4 milhões a mais do que no ano anterior.(M.L.D.)