O assassinato de um miliciano das Brigadas Al-Aqsa, vinculadas a Yasser Arafat, por forças israelenses provocou o recrudescimento da violência
GAZA – Pouco após uma explosão matar um de seus principais militantes, a Brigada dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do Fatah – grupo político do líder palestino Iasser Arafat –, anunciou o fim de cessar-fogo e, em seguida, matou um israelense na Cisjordânia.
Em comunicado assumindo a autoria do atentado que matou o israelense, cujo nome não foi divulgado, e feriu outro no assentamento de Shavei Shomron (Cisjordânia), a Brigada dos Mártires de Al Aqsa afirmou que o ataque era uma resposta à morte de Raed Karmi e à demolição de casas palestinas (realizadas pelo Exército de Israel), em Rafah (Faixa de Gaza). Segundo o Fatah, Karmi foi morto por uma bomba colocada pelo Exército de Israel em uma estrada perto de sua casa em Tulkarem (Cisjordânia).
O premiê israelense, Ariel Sharon, ironizou o fato de o extremista estar em casa, pois, segundo a Autoridade Nacional Palestina (ANP), ele estaria detido. A ANP disse que ele estava preso, mas havia recebido permissão para visitar a família.
Karmi era militante da brigada, havia reivindicado na mídia israelense a morte de dois donos de restaurante de Tel Aviv em 2000 e integrava a lista dos terroristas mais procurados por Israel.
O extremista é acusado de envolvimento na morte de dez israelenses e havia sobrevivido a um ataque de míssil israelense contra seu carro, em setembro.
Israel nem confirmou nem negou envolvimento na morte de Karmi. Hanan Ashrawi, um dos principais líderes da ANP, classificou a morte de Karmi como crime contra a humanidade.
DEMOLIÇÃO – Israel demoliu nove casas palestinas em Jerusalém Oriental. As autoridades disseram que agiram após decisão judicial e que as casas foram erguidas de forma ilegal. Já o chanceler de Israel, Shimon Peres, afirmou que o Governo suspendeu as demolições de casas em territórios palestinos, criticadas pela comunidade internacional.