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COLÔMBIA
Exército cerca zona ocupada por guerrilha

Enquanto representantes de dez países tentam convencer os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a negociar a paz, o Governo prepara-se para agir

BOGOTÁ – O comandante das Forças Armadas colombianas, general Fernando Tapias, assegurou ontem que 13 mil homens estão cercando a zona desmilitarizada de 42 mil quilômetros quadrados no sul do país ocupada pela guerrilha marxista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ao mesmo tempo, representantes dos dez países facilitadores do processo de paz viajaram ontem para a cidade de San Vicente del Caguán, na área ocupada pelas Farc, a fim de convencer os líderes rebeldes a apresentarem ao Governo uma proposta que evite o colapso do diálogo.

Um ultimato dado às Farc pelo presidente colombiano, Andrés Pastrana, venceu às 21h30 locais de ontem (0h30 em Brasília). Caso os rebeldes não abandonassem alguns pedidos considerados inegociáveis pelo Governo até o fim do prazo, Pastrana prometeu que iniciaria ontem mesmo os trâmites jurídicos para formalizar o fim do complicado processo de paz que se arrasta desde novembro de 1998.

A Lei 418, de 1997, permitiu ao Governo criar zonas de distensão para abrigar conversações de paz e estabelecer diálogo com grupos guerrilheiros, outorgando a eles status político. Se uma fórmula de última hora não salvar o processo, esses benefícios jurídicos concedidos às Farc serão cassados por Pastrana logo depois do fim do prazo. Na prática, a guerrilha perderá a soberania que mantém sobre a área – que tem o tamanho da Suíça e abriga cinco cidades em seu interior – e o Exército governamental será autorizado a entrar na região.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.01.2002
Terça-feira