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Fernando Castilho O custo da prevenção
O Governo Federal começou a pagar, ontem, a principal conta do setor elétrico pela falta de planejamento no fornecimento de energia elétrica no Brasil e que nos custou um racionamento, uma penca de feriadões e ameaça de apagão. O Governo é força de expressão porque não há a menor dúvida de que essa conta vai sobrar para o bolso do consumidor daqui para a frente.
E não será barato. Gente do setor elétrico diz que, na média, o Governo Federal vai pagar R$ 157 por cada MW instalado sem a usina funcionar. Se algum dos 38 fornecedores de energia emergencial ligar uma de suas turbinas, vai receber, em média, R$ 280 o MW gerado, pois, nesse serviço, o Governo paga todos os insumos. Como ele está contratando 1.555 MW no Nordeste e mais 600 MW nas Regiões Sudeste e Centro Oeste, o seguro anti-racionamento vai custar ao País, por ano, alguma coisa próxima de R$ 4,060 bilhões. Se não ligar uma máquina.
É um negócio da China porque, mesmo considerando-se o investimento no equipamento, o Governo está se responsabilizando pela fatura, energia que dificilmente será utilizada. Além disso, é um negócio de três anos sem qualquer risco. Melhor do que isso só se alguém ligar uma das máquinas no Nordeste. Afinal, venderá o megawatt/hora de energia a R$ 280 quando hoje o próprio Governo paga nas suas usinas apenas R$ 45.
Recife terá Oi, da Telemar, em abril
O Recife, ao lado do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, faz parte do primeiro grupo de cidades que a Oi, operadora de telefonia celular da Telemar, escolheu para iniciar atividades em abril. A empresa usará uma rede com base na tecnologia GPRS (General Packed Radio System), cuja banda larga permite a transmissão de dados à 144 Kbps. A nova operadora de banda D atuará em 16 Estados brasileiros e calcula ter 500 mil assinantes até o final de 2002.
Alegria dos Coelhos
Muita gente não entendeu o entusiasmo do prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho, no Palácio durante a assinatura do contrato de fornecimento de 128 MW de energia emergencial para a cidade. Afinal, a usina da trading do Grupo Cisa só vai gerar energia se a Chesf não tiver condições de atender. Mas os Coelhos são assim mesmo.
Argentina e apagão
O ministro de Minas e Energia, José Jorge, relembrou uma dura conversa em abril com a Associação das Empresas Distribuidoras de Energia, que defendeu um apagão de oito horas diárias para superar a crise. “Hoje, eu fico pensando: alguém já pensou uma cidade como São Paulo sem energia por tanto tempo? Ia ser pior que a crise Argentina”, disse ele.
Qualidade total no serviço e caixa no prejuízo
O presidente da Celpe, Fernando Arronte, garante que, em termos operacionais, o ano passado foi muito bom. Já na parte financeira... Mas apesar de tudo, ainda acredita poder fechar o exercício no azul.
Turbina de Belém gera energia para a JB em Vitória
A Koblitz Ltda, empresa na área de consultoria de energia, está trazendo para a Destilaria JB uma turbina a óleo diesel – instalada em Belém e capaz de gerar 18 MW – que ela vai vender para o Governo.
Cheque da Adene
A Adene começa a liberar, amanhã, o primeiro lote de recursos do Finor no total de R$ 99 milhões para as 88 empresas selecionadas ao recebimento dentro das novas exigências do Governo Federal para o programa de incentivos fiscais. A União liberou um volume de recursos da ordem de R$ 110 milhões, mas o Banco do Nordeste já sacou R$ 11 milhões só de comissão.
Cheque da BR-232
Até o fim do mês, o Governo de Pernambuco verá entrar no seu caixa o primeiro dinheiro do OGU para a duplicação da BR-232. Serão R$ 11,2 milhões ainda do Orçamento de 2000, que o Estado conseguiu contabilizar como liquidação orçamentária, mesmo sem liquidá-la financeiramente. Dessa forma, a União poderá creditar o dinheiro na conta da rodovia.
Em Gaibu e ao lado do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes, o presidente da Associação das Empresas de Planejamento do Nordeste (Assemp), Wilson Campos Júnior conversou, neste final de semana, com o prefeito João Paulo sobre o contrato assinado pela PCR com a Fundação Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da UnB.
Wilson Júnior defendeu a tese de que existem empresas regionais e estaduais que poderiam disputar o contrato numa concorrência e a participação da UFPE na assessoria. O prefeito disse que o contrato foi feito como de notória especialidade da Finatec, mas prometeu voltar ao assunto com a Assemp.
Dia 31, as empresas Anfacer, Akros, Assarpe, Contag, Nassau, Poty, Supergesso, Gesso Trevo, Ingessel, Solossantini, Quartzolit, Megaó, Alcoa, AB Côrte Real, Deca, Fortilit, Tigre, Sindicatos do Gesso e Construção Civil, mais a Fiepe, Senai, Sesi e IEL, apresentam os resultados do programa Desafio Jovem, criado presidente do TJPE, Nildo Nery.
Qual a penetração da TV e do rádio junto ao mercado consumidor. A televisão atinge 96% dos consumidores, o rádio 88%. Os dados estão em carta que a Associação das Empresas de Rádiodifusão de Pernambuco está enviando às agências e anunciantes para divulgar o Prêmio Asserpe de Rádio e TV 2001.
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