Para aproveitar a redução de custo propiciada pelo gás, é preciso estar em dia com a manutenção do carro, principalmente do motor e do sistema de injeção
Não há dúvidas que o gás veicular é a melhor entre as alternativas de combustíveis em uso no Brasil: barato e não poluente. Ele também contribui para reduzir o custo com a manutenção do automóvel já que sua queima não provoca a carbonização nas partes internas do motor nem a corrosão no escapamento. Rodando um ano com um carro popular a gás é possível economizar R$ 4.112,31 em relação ao mesmo veículo com gasolina.
Mas o combustível gasoso só representa economia para o bolso se a manutenção, principalmente do motor e do sistema de injeção, estiver em dia. Os cuidados começam no momento da instalação do kit. O gerente da oficina convertedora Tecno Gás Edgar Mendonça explica que o equipamento pode não proporcionar o aproveitamento satisfatório do veículo se as velas e o filtro de ar não forem trocados. Velas desgastadas normalmente interferem no desempenho do carro e irão aumentar o consumo de gás natural. Já o filtro sujo dificulta a passagem do volume de gás necessário ao funcionamento do veículo.
“Cabos de velas e bobinas também devem estar em boas condições para evitar transtornos,” afirma o gerente da Tecno Gás. Os carros têm que ser adaptados ao novo combustível e como são gerenciados eletronicamente é imprescindível que defeitos no sistema de injeção sejam corrigos. Na composição do kit de gás, não basta apenas a instalação do emulador – peça que permite a leitura do combustível estranho pela injeção – para que a injeção opere normalmente.
A conversão a gás não elimina a necessidade de o veículo rodar a gasolina. É por isso que os casos de queima da bomba de combustível são comuns. A bomba necessita de uma quantidade de gasolina para funcionar. Edgar Mendonça diz que também é aconselhável rodar pelo menos cinco quilômetros com a gasolina ou o álcool todos os dias e preferencialmente, ligar o carro pela manhã no sistema original.