SÃO PAULO – Odailton de Oliveira Silva, o piloto do helicóptero que resgatou os dois presos, em Guarulhos, ficou o tempo todo que durou a ação – cerca de uma hora e meia – com duas armas apontadas para sua cabeça.
“A ordem era para olhar só para o painel de controle e para frente”, disse. Os equipamentos de comunicação do helicóptero foram desligados pelos seqüestradores. “Com duas armas apontadas para a sua cabeça, você não consegue pensar direito. Segui as orientações deles.”
Oliveira disse ter achado estranho quando a secretária da Táxi Aéreo Paradela informou que ele faria um vôo panorâmico com apenas dois passageiros, quando o helicóptero tem lugar para mais quatro. Os vôos custam em média R$ 800 por hora e a maioria procura lotar a aeronave para reduzir esse custo. Para o piloto, houve falha da segurança da empresa.
Ontem a Secretaria da Segurança Pública e a PM afirmou que serão colocados cabos de aço sobre quadras em presídios e os policiais serão orientados a atirar em helicópteros, caso sobrevoem penitenciárias em São Paulo.