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CANTORA II
Militar vai brigar para administrar os bens deixados pela filha

RIO – Em seu depoimento – não divulgado pela polícia –, o pai de Cássia Eller disse que sempre teve um diálogo aberto com Eugênia, mas que após a morte da filha ela não atende mais as suas ligações. “Ele se sente impotente”, disse o advogado. Na semana passada, Eller disse à reportagem que estava triste com Eugênia, mas que entendia por que ela ficara magoada com ele – referindo-se às entrevistas em que o militar declarou querer brigar pela guarda de Chicão e também pela administração dos bens deixados por Cássia.

O pai da artista voltou atrás logo em seguida, mas, na terça-feira (15), ao apresentador de TV Amaury Junior, declarou: “Eu demorei para tomar esta decisão. Desde quando minha filha faleceu eu busco contatos com a Maria Eugênia e ela, de maneira alguma, quis me receber. Eu vou buscar pelo lado jurídico, que eu acredito que me favorece”. Segundo Leitão, Eller, no entanto, enalteceu a grandeza do relacionamento entre Cássia e Eugênia em seu relato à polícia.

Diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família, o advogado Paulo Lins e Silva informou que, quando a Justiça concede a alguém a guarda de um menor, qualquer fato desabonador que ocorra após a decisão judicial pode fazer com que o guardião perca o direito de criar a criança. Lins e Silva disse, no entanto, que não acredita que Chicão será tirado de Eugênia – com quem convive desde que nasceu.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.01.2002
Sexta-feira