LG_jc.gif (3670 bytes)

COMBATE AO SEQÜESTRO
Plano unifica ações da polícia

Delegacias anti-seqüestro, de Homicídios e Furtos de Veículos terão bancos de dados interligados e receberão equipamentos de última geração

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça deve lançar até o fim de janeiro um plano de investimentos para 2002, com o objetivo de combater especificamente a indústria do seqüestro nos principais Estados do País. A Senasp pretende estruturar não só as delegacias anti-seqüestro, mas também as de Homicídios e Furtos de Veículos. Por entender que essas delegacias apuram crimes relacionados, a secretaria pretende que cada Estado crie núcleos envolvendo as três especializadas com bancos de dados únicos e equipamentos de última geração para investigação sigilosa. Pernambuco e São Paulo, que segundo as estatísticas do Ministério da Justiça, encabeçam a lista das ocorrências de seqüestro, terão prioridade nos investimentos.

O secretário nacional de Segurança Pública, coronel Pedro Alvarenga, informou através de sua assessoria, que existirão investimentos específicos para combater os seqüestros, mas os valores ainda não estão definidos. Em 2000, o Ministério da Justiça investiu R$ 251 milhões no reequipamento das polícias brasileiras. Pernambuco recebeu R$ 14 milhões. No ano passado, foram R$ 413 milhões para todo o País e R$ 19 milhões para Pernambuco. A estimativa é que o orçamento deste ano chegue a R$ 500 milhões.

De acordo com o delegado-adjunto de Furtos de Veículos, Antônio Cândido, que participou da reunião em Brasília, apesar de o plano estar voltado para o combate dos seqüestros, as delegacias especializadas na repressão ao roubo de carros mereceram atenção especial. “Hoje, a maioria dos crimes se inicia com o roubo de um veículo. Obter o máximo de informação das vítimas e tornar esses dados acessíveis às demais delegacias é uma das principais necessidades de todas as polícias”, destacou Cândido.

O delegado-adjunto do Grupo de Operações Especiais (GOE), Antônio Barros, também participou da reunião, espera que os investimentos priorizem a aquisição de equipamentos para investigação sigilosa. “Pelo menos 70% dos casos de seqüestros relâmpago poderiam ser resolvidos se tivéssemos os equipamentos eletrônicos específicos para esse tipo de investigação”, atestou o delegado.

“Conforme vimos na reunião, esses investimentos serão direcionados não só para estruturar as delegacias, como também para integrar e otimizar os resultados das especializadas”, concluiu o delegado-adjunto de Homicídios, Paulo Jean da Silva, outro policial pernambucano que participou do evento.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 18.01.2002
Sexta-feira