O som mecânico estará mais uma vez na mira da Prefeitura de Olinda neste Carnaval. Este ano, quem ultrapassar a altura de 70 decibéis pagará uma multa de R$ 7 mil, R$ 2 mil a mais do que o valor cobrado em 2001. Esse valor poderá dobrar em caso de reincidência. O aumento da multa é apenas uma das mudanças estabelecidas pela Lei 5306/2001, sancionada pela prefeita de Olinda, Luciana Santos (PC do B), em dezembro.
Ontem, a prefeita Luciana Santos e o procurador-geral de Olinda, Izael Nóbrega, circularam pelas principais ruas do sítio histórico para reiterar a necessidade do controle do volume dos equipamentos e pedir a colaboração dos moradores. Segundo a prefeita, o aumento da multa é resultado da constatação de que os 27 sistemas de som apreendidos no Carnaval de 2001 pertenciam a profissionais. “Tivemos que aumentar a multa para garantir uma maior eficácia da lei”, justificou.
Com a medida, a prefeitura espera facilitar os desfiles de blocos tradicionais, como Vassourinhas e Bloco da Saudade, que tinham dificuldade em desfilar, por causa da existência de focos não-oficiais de animação. A moradora do Sítio Histórico, Maria do Carmo Clemente, 70 anos, disse que há dois anos não consegue acompanhar os desfiles na frente de casa. “Talvez, os foliões fiquem mais conscientes dessa vez”, disse.
A prefeitura de Olinda captou recursos junto aos representantes da iniciativa privada para viabilizar a festa. Parte da verba, entre R$ 800 mil e R$ 1,3 milhão, será arrecadada por meio de patrocínios. Os blocos não poderão desfilar com propaganda de concorrentes dos patrocinadores oficiais da folia.