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COMBATE AO SEQÜESTRO
II
Falta de estrutura e de
integração prejudica
trabalho nas delegacias
As estruturas das delegacias especializadas de Pernambuco não acompanharam o avanço da criminalidade no Estado. O Grupo de Operações Especiais (GOE), por exemplo, não conta com nenhum equipamento para realizar investigação sigilosa fornecido pela Secretaria de Defesa Social. Até os comunicadores utilizados pelos policiais foram conseguidos por meio de doações.
Na Delegacia de Homicídios, a burocracia emperra as investigações desde o momento da comunicação do fato. Ao receber a notícia de um assassinato, a especializada aciona o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Medicina Legal (IML). Cada órgão chega ao local do crime num horário diferente e não há integração na apuração do caso.
Já a delegacia de Roubos e Furtos de Veículos registra poucos detalhes a respeito dos suspeitos e das circunstâncias dos cerca de 500 assaltos anotados mensalmente. Apesar de ser consultada várias vezes por dia por outras delegacias, as informações obtidas pela DRFV não compõem um banco de dados disponível aos demais distritos.
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Jornal do Commercio
Recife - 18.01.2002 Sexta-feira
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