Alexandre Militão, 25 anos, é suspeito de assassinar com uma barra de ferro Maria Oliveira, 41, com quem manteria um relacionamento amoroso
Agentes da Delegacia de Homicídios prenderam anteontem à noite, em Areias, o desempregado Alexandre Militão, 25 anos, acusado de matar a sogra. A autônoma Maria de Fátima Oliveira, 41 anos, foi espancada e assassinada, na madrugada da última segunda-feira, na sua residência, localizada na Rua Doutor José Rufino, no Barro. O corpo foi encontrado por policiais, na segunda à tarde, em cima da cama, despido e com marcas de espancamento.
Na delegacia, o desempregado contou que quando chegou a casa da sogra, de madrugada, sob efeito de bebidas alcoólicas, não tinha a intenção de matá-la. No depoimento prestado ao delegado titular de Homicídios, Marcos Sampaio, ele contou que foi até a residência da sogra para pedir dinheiro. “Alexandre informou que ela o agrediu e disse que não queria mais o casamento dele com a filha. Ele teria pego uma barra de ferro e desferido três golpes no rosto da sogra”, contou. O acusado, que não quis falar com a imprensa, ainda revelou ao delegado que mantinha um relacionamento amoroso com a sogra.
A polícia desconfia que, antes do assassinato, o desempregado estuprou Maria de Fátima. “Solicitei ao Instituto de Medicina Legal (IML) a realização de um exame sexológico na vítima. Estamos aguardando o resultado”, informou Sampaio. A irmã de Maria de Fátima, a auxiliar administrativa Maria Flocoeli, 35, comentou que ela nunca foi contra o casamento de Alexandre com sua sobrinha, Cristiane Militão. “Ela sempre o ajudou e sustentava os dois. Não entendo porque ele fez isso. Eu nunca desconfiei dele”, declarou.
PRISÃO - Os policiais prenderam o acusado nas proximidades de sua residência, em Areias. Ele encontrava-se em companhia do irmão e não tentou reagir quando recebeu voz de prisão. O delegado Marcos Sampaio já solicitou a prisão preventiva do criminoso.