WASHINGTON – A “qualidade e intensidade” do diálogo do Fundo Monetário Internacional (FMI) com a Argentina foram incrementadas, mas as discussões sobre um novo programa de crédito – que pode incluir “componentes bilaterais” – ainda levarão algum tempo, assinalou ontem o porta-voz da instituição, Thomas Dawson. “A qualidade e intensidade do diálogo foram incrementadas e isso é bom, mas obviamente o desenvolvimento de um programa (econômico) completo pedido pelas autoridades levará um tempo”, indicou Dawson numa entrevista à Imprensa.
O desenvolvimento de um programa “sustentável” é essencial para que o FMI dê um novo crédito a Argentina, indicaram funcionários da instituição em várias ocasiões. Mas o FMI e a Argentina ainda estão "em uma etapa relativamente primária na tentativa de lançar este esforço de assistência ", acrescentou Dawson.
O FMI estendeu as mãos a Buenos Aires anteontem, ao adiar em um ano o pagamento de US$ 933 milhões que deveria ser efetuado ontem. A Argentina ainda deve dar este ano ao Fundo US$ 5 bilhões.
“Claramente temos um bom diálogo com as autoridades (argentinas) neste momento, e têm expressado grande interesse em falar conosco, com outras instituições e (o presidente do Banco Central do Brasil) Armínio Fraga esteve lá”, acrescentou Dawson. Uma missão técnica do FMI está na Argentina para oferecer conselhos na criação do novo plano econômico do Governo Eduardo Duhalde.