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SEGURANÇA
Ataca quem pode, se protege quem precisa

por MONA LISA DOURADO
mldourado@jc.com.br

De vandalismo digital, o Brasil entende. Do site do Banco Central ao e-mail do presidente Fernando Henrique Cardoso, passando pela página chilena da McDonald’s e do Congresso Nacional, os piratas virtuais tupiniquins não poupam ninguém. Não é à toa que eles acabam de ser classificados como campeões numa pesquisa divulgada pelo Alldas.de, serviço de registro de invasões na Internet.

De acordo com o analista de segurança e porta-voz do serviço, Fredrik Ostergren, em entrevista publicada no IDG Now!, a maior parte dos 22,4 mil ataques verificados pelo serviço no ano passado partiu do Brasil. Em 2000, esse número era de apenas 4,4 mil. O exponencial crescimento das investidas dos hackers brasileiros é atribuído à popularização da Internet no País.

Mas campanhas como a Unbreakable, lançada pela Oracle em novembro de 2001, em que a empresa declara que seu site, bem como seus softwares, são imunes a invasões, também são pródigas em atrair esse tipo de vândalo, por representarem praticamente um desafio à ousadia. Não por acaso o número de tentativas de invasão à companhia cresceu 10 vezes, atingindo mil investidas por dia.

Dados da Módulo, especializada em segurança, indicam que 32% das grandes empresas brasileiras já tiveram suas redes hackeadas. Segundo o analista do Alldas.de, a maioria das invasões se aproveita de falhas conhecidas nos softwares servidores e usam ferramentas gratuitas da Internet.

Nem as tentativas de rastrear os ataques e punir seus autores intimidam os baderneiros virtuais. A previsão para 2002 é de que mais invasões ocorram, talvez num ritmo menos acelerado. Para não ser pego de surpresa, o melhor a fazer é conferir as dicas de segurança desta edição.

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Jornal do Commercio
Recife - 16.01.2002
Quarta-feira