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SEGURANÇA III
Usuário tem que estar atento a detalhes

Não basta ter antivírus, é preciso atualizá-lo. Essa é uma das premissas básicas para garantir a eficiência do esquema de segurança do seu PC. Mas não a única. Antes de optar pela melhor solução para proteger os documentos e aplicativos que você guarda no computador, vale a pena conferir algumas recomendações.

Na opinião do diretor de Tecnologia da Informação da WIT, João Agripino, a escolha do software de proteção deve ser guiada, sobretudo, pela certificação da empresa que o desenvolve e a abrangência de sua atuação. “Todo dia surgem de 10 a 15 vírus. Só uma organização que atua no mundo inteiro pode saber onde eles são produzidos e fabricar rapidamente uma vacina que garanta a atualização constante de sua ferramenta e a integridade dos dados do usuário.”

No caso dos firewalls, é preciso considerar a simplicidade da interface de gerenciamento e a capacidade de impedir que usuários não autorizados alterem configurações. Nada disso adianta, diz o beta-tester da Microsoft Romulo Cholewa, se o usuário não fizer sua parte, lembrando de ativar todos os mecanismos de proteção dos programas, por exemplo.

Segundo Cholewa, a maior parte das devastações causadas por vírus ou hackers conta com uma boa dose de displicência dos internautas. Não abrir arquivos de desconhecidos nem executáveis, atualizar os softwares de proteção com a maior freqüência possível e delimitar as portas de comunicação entre o micro e a Rede já são medidas bastante razoáveis para evitar contaminação e estresse.

Se mesmo com essas providências você não se sentir seguro, é possível adotar outras ferramentas. Os softwares de detecção de intrusão Intruder Alert e NetProwler, ambos da Symantec, e o My-eTrust Access Control, da Computer Associates, por exemplo, identificam comportamentos suspeitos causados por ataques de hackers ou por usuários autorizados mal-intencionados.

Já os programas de gerenciamento de vulnerabilidade, como o NetRecon, da Symantec, e o Visual Policy Editor, da Check Point, verificam portas abertas na rede e alertam para os serviços habilitados que oferecem risco ao sistema.

Outra medida é usar os recursos de criptografia e bloqueio de mensagens de spam de programas de e-mail, como Outlook Express e Netscape Messenger. (M.L.D.)

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Jornal do Commercio
Recife - 16.01.2002
Quarta-feira