A partir de hoje, os usuários do provedor Interway poderão ter acesso ao conteúdo exclusivo de um grande portal. É que o Universo Online (UOL) acaba de comprar a base de clientes da empresa pernambucana, que resolveu abandonar o negócio de provimento de acesso à Web por não conseguir rentabilidade satisfatória.
O programa de migração vai até o dia 31 deste mês e não inclui planos de pagamento especiais, mas traz outras vantagens nem sempre comuns em casos de extinção de serviços como esse. Pelos termos do acordo entre Interway e UOL, caso o usuário decida aderir a um dos pacotes do UOL, cujos preços variam de R$ 17,95 a R$ 39,95, durante 90 dias continuará tendo acesso à antiga caixa postal (os planos da Interway vão de R$ 12 a R$ 32). As mensagens serão redirecionadas para o novo endereço eletrônico acompanhadas de um aviso sobre a mudança. O benefício não é válido, entretanto, para quem optar por outro provedor. Isso significa que os endereços com domínio @interway serão invalidados no fim deste mês para quem não aderir ao UOL. “O prazo é mais que suficiente para informarmos às pessoas o novo e-mail”, elogia o designer Alexandre Figueirôa, cliente desde 1997.
Já o empresário Argemiro Ferreira Júnior, usuário da Interway há três anos, acredita que a tendência é que haja melhoria de serviços. “Estou satisfeito com a migração porque os planos parecem bem atrativos”, diz.
De acordo com o diretor da Interway, Caio Correia, os clientes mais inseguros também poderão solicitar gratuitamente nos próximos 15 dias a visita de um técnico para configurar o computador e testar os novos serviços. Entre as demais medidas adotadas para tornar a migração o menos traumática possível, está o envio de cartas e e-mails a todos os 400 usuários do provedor, além de telefonemas explicando os detalhes do processo. Correia diz que a expectativa é que 360 pessoas migrem para o UOL.
Lançado em agosto de 1996, a Inteterway se manteve mais na base da teimosia do que da auto-sustentabilidade, como outras empresas de pequeno porte do gênero. “Tínhamos atingido o ponto de equilíbrio quando ocorreu o boom da Internet gratuita”, diz Correia.
De lá para cá, diz ele, a Interway travou uma verdadeira batalha para se manter de pé. Uma das estratégias foi a formação de uma parceria com o Torricelli e o NetPE para compartilhamento de estrutura e redução de custos. “A intenção era ficar vivo o máximo de tempo para esperar uma mudança do mercado, mas ela nunca veio. Daí a decisão de vender a base de clientes.” Ao menos dessa vez o usuário não ficará na mão. (M.L.D.)
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