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ORIENTE MÉDIO
Terrorista mata seis em Israel

O militante palestino das Brigadas Al-Aqsa foi assassinado depois de disparar contra convidados de uma festa de casamento em Hadera

JERUSALÉM – Pelo menos sete pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas em atentado terrorista em um casamento na cidade de Hadera, no norte de Israel. O ataque foi reivindicado pela Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah (grupo palestino ligado a Yasser Arafat).

“Israel culpa a Autoridade Nacional Palestina (ANP) pelo atentado e dará uma lição nos palestinos que eles não irão se esquecer”, disse o porta-voz do governo Avi Pazner. “É o tipo de situação em que Arafat é diretamente responsável pelas mortes.”

Em Hadera, segundo a polícia israelense, as primeiras informações indicavam que um palestino, com explosivos presos ao corpo, tentou entrar no buffet Armon David, onde se realizava o casamento. Havia cerca de 150 pessoas no salão. O estado de três dos feridos era considerado grave, segundo policiais que socorreram as vítimas no salão.

Barrado pelo segurança do local, o palestino começou a disparar contra os convidados. Autoridades afirmaram que bombas e granadas não detonadas foram encontradas perto do corpo do terrorista, que foi morto por um policial.

Uma testemunha afirmou, no entanto, que o homem estaria dentro do salão quando começou a disparar contra os convidados do casamento. Yossi Elbaz, proprietário do buffet, afirmou que o homem entrou e começou a disparar para todos os lados.

Em novembro, um integrante de um braço não-oficial do Fatah matou três mulheres em atentado suicida em um ônibus em Hadera. O local da explosão seria próximo ao do ataque de ontem. A cidade, na costa israelense, fica a cerca de 10 quilômetros de distância da denominada linha verde, que separa Israel da Cisjordânia.

A ação acontece em uma semana de retomada da violência na região, após três semanas de relativa calma. Desde segunda-feira, pelo menos quatro israelenses e dois palestinos foram mortos.

O Hamas, o Jihad Islâmico e a Frente Popular pela Libertação da Palestina anunciaram o fim da trégua estabelecida após discurso do líder palestino Yasser Arafat em 16 de dezembro e anunciaram a retomada dos ataques depois do assassinato de um militante palestino por Israel, esta semana.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.01.2002
Sexta-feira