Israel considerou o presidente palestino Yasser Arafat e Autoridade Nacional Palestina responsáveis pelo atentado em Hadera, além de criar “uma nova situação”, de acordo com informações oficiais.
“Consideramos responsáveis Arafat e a Autoridade Palestina porque pedimos, exigimos e intimamos Arafat a fazer algo contra as organizações terroristas, a tomar medidas contra suas infra-estruturas para desmantelar seus meios de ação, e ele nada fez”, declarou o porta-voz israelense Aryeh Meckel.
“É evidente que isto cria uma nova situação”, disse Meckel, acrescentando que “o Governo deve examinar o que irá fazer para proteger os cidadãos de Israel.”
“Constatamos que os palestinos decidiram retomar os atentados suicidas no centro de Israel", afirmou o porta-voz.
O autor do atentado de ontem portava também um cinturão cheio de explosivos que não conseguiu detonar, segundo as testemunhas.
O último grande ataque contra civis em Israel ocorreu no dia 2 de dezembro em Haifa (norte), quando um suicida do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) acionou uma bomba dentro de um ônibus, matando 15 pessoas.
As Brigadas Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado à Al-Fatah, reivindicaram o atentado ocorrido ontem na cidade de Hadera, perto de Tel Aviv, no qual sete pessoas morreram, entre elas o terrorista suicida. O atentado foi reivindicado por um telefonema anônimo, feito para vários órgãos de imprensa.
O interlocutor anônimo limitou-se a anunciar que o grupo divulgará um comunicado e distribuirá um vídeo do terrorista suicida, gravado antes de sua morte.