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INFORMATIZAÇÃO NA SAÚDE
Executiva do PT discute contrato com o ICI

por ANDRÉA TAVARES

O grupo de oposição ao Governo João Paulo (PT) não é o único a criticar a possível contratação do Instituto de Curitiba de Informática (ICI) para a informatização da Secretaria municipal de Saúde. Integrantes da executiva do PT no Recife também não vêem a proposta com bons olhos e estão dispostos a interferir para evitar um novo desgaste no Governo petista. Hoje, às 15h, eles se reunirão no diretório municipal para discutir o polêmico projeto que prevê o investimento de R$ 21.176 milhões, em três anos.

“O montante aplicado é muito alto e deve ser melhor discutido. Temos que envolver outras pessoas no projeto”, avaliou ontem o presidente do diretório do PT recifense, Oscar Barreto. Ele acrescentou que não vê ilegalidade no processo, no entanto, “o custo e o formato da contratação precisam ser profundamente estudados”.

Oscar enfatizou que o modelo de gerenciamento da Saúde na Prefeitura, herdado do PFL, é considerado como “gestão da Idade da Pedra” e não cabe mais numa administração dinâmica. “Na Saúde quase tudo é feito de forma manual e precisamos de informatização. Esse é um ponto indiscutível. Porém, vamos sugerir ao Governo (João Paulo) que ele avalie melhor essa contratação.”

Na pauta da reunião constam ainda discussões sobre os futuros nomes que ocuparão as vagas dos secretários municipais que pretendem disputar as eleições deste ano. Na lista dos que deverão se desincompatibilizar estão Humberto Costa (Saúde), Danilo Cabral (Recursos Humanos) e Waldemar Borges (Desenvolvimento Econômico).

A executiva do PT pretende evitar o que aconteceu no ano passado, quando ela deixou de ser ouvida no processo de escolha do secretariado petista. A meta é ocupar maiores espaços com o próprio partido.

A atuação da bancada governista na Câmara será outro mote do encontro. Os dirigentes querem que, este ano, os vereadores aliados sejam mais participativos não apenas na defesa do Governo, como também na apresentação de projetos. “Pretendemos instalar um comitê para assessorar a bancada de forma coletiva. Esperamos uma participação mais ofensiva do grupo de sustentação do Governo”, comentou Oscar Barreto.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.01.2002
Sexta-feira