O Nannai Beach Resort prima pelo tratamento diferenciado: o hóspede é recebido com água-de-cheiro e toalhas geladas para afastar o calor. Tudo pelas ‘boas sensações’
Imagine um lugar com uma plantação de três mil coqueiros, manguezais, reserva de Mata Atlântica e bangalôs com vista para o mar. Assim é o Nannai Beach Resort, localizado numa das melhores áreas de Muro Alto, no Litoral Sul de Pernambuco. O hotel está a apenas 50 minutos do Recife e a nove quilômetros da praia de Porto de Galinhas.
O Nannai foi inaugurado no início de dezembro de 2001 e, por enquanto, opera em soft open. A estrutura conta com um jardim tropical, 2.500 metros quadrados de lagos artificiais com peixes e plantas aquáticas e 4.300 metros quadrados de piscinas. O parque aquático tem hidromassagem, raias para natação e deck molhado. Há ainda um restaurante e área para recreação infantil. No momento, estão funcionando 24 apartamentos e 29 bangalôs. “Pretendemos construir um centro de convenções e mais blocos para hospedagem, totalizando 275 apartamentos”, explica um dos proprietários do hotel, Fernando Brasileiro Jr.
No melhor estilo tropical, o Nannai remete o hóspede a um ambiente semelhante ao da Polinésia, com influências de Bali, na Indonésia, ilhas Seicheles, Maldivas e Maurício, Havaí, Tailândia e México. O arquiteto Pedro Motta, que projetou o hotel, viajou para todos esses lugares para buscar inspiração para a criação do Nannai.
Apesar das influências internacionais, a preocupação de mesclar elementos da cultura pernambucana está em cada detalhe, desde a decoração até o próprio nome do lugar. Fernando Brasileiro explica que a inspiração para o nome do hotel veio do tupi. Na língua indígena, nanay significa vinho de ananás. “Queríamos dar uma identidade local ao empreendimento”, explica. Objetos artesanais e materiais rústicos fazem parte da ambientação assinada pelo arquiteto Carlos Augusto Lira.
No Nannai, os lustres são feitos de conchas e a música ambiente vem de caixas de som instaladas dentro de pedras artificiais. Mas o grande diferencial, segundo Motta, é o túnel de serviços. A passagem de 200 metros de comprimento por três de largura é usada para a realização dos serviços de limpeza, arrumação e manutenção. “Dessa forma, os hóspedes têm mais privacidade e não vêem a movimentação de funcionários no hotel”, explica.
Existem duas categorias de apartamentos (luxo e superluxo) e três de bangalôs (luxo, superluxo e premium). Todos os bangalôs têm vista para o mar e 65 metros quadrados de área. A disposição foi feita em forma de ‘U’. Alguns estão na areia e outros mais recuados, suspensos sobre palafitas dentro d’ água, dando a impressão de que estão flutuando. Todos eles têm uma banheira de hidromassagem ou uma piscina privativa que dá acesso para a piscina grande do hotel. A decoração é luxuosa, obedecendo ao uso de materiais locais. “Abusamos da madeira. Os telhados do blocos de apartamentos são de ardósia cinza e o telhado dos bangalôs é feito de piaçava com tratamento contra o fogo”, diz Motta.
A vegetação também é uma atração a mais para compor o cenário paradisíaco do hotel. O arquiteto responsável pelo paisagismo, Luiz Vieira, que projetou toda a área externa e não edificada do hotel, explica que foi preciso fazer o hotel de forma integrada com a paisagem natural que já existia. A exclusividade, conforto e extrema beleza do lugar têm preço e são um luxo para poucos. Mesmo assim, de acordo com Fernando Brasileiro, as diárias do hotel para janeiro deste ano estão todas vendidas e as vagas para o Carnaval estão praticamente encerradas. Os preços das diárias com café da manhã para o casal são: R$ 470, R$ 540 e R$ 614 (para as três categorias de bangalôs) e R$ 300 e R$ 340 para os para apartamentos luxo e superluxo, respectivamente. (J.N.)