Nem bem começou a funcionar, o Nannai Beach Resort já começa a despontar como um dos hotéis mais sofisticados do País. De acordo com Fernando Brasileiro Jr. não existe nada parecido em termos de arquitetura de hotéis em todo o Brasil.
Segundo ele, o custo do projeto é alto por conta da intenção de fazer um estacionamento que esconda os carros. “Estamos investindo nas sensações do hóspede desde a chegada. Não é possível ir a um lugar em busca do paraíso e encontrar um estacionamento de shopping center”, lembra.
Depois da chegada, quem se hospeda no Nannai também é brindado com mais uma série de ‘sensações’. Um dos ‘mimos’ é uma toalha gelada, para aliviar o calor. Para completar, borrifadas de água com essência. Nada mal.
Escolhido pela Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) como projeto modelo devido à sua preocupação em preservar as dunas – marca registrada de Muro Alto –, o Nannai já começa a colher os louros do sucesso no mercado turístico.
O resort foi capa do catálogo de fim de ano da Queensberry, uma das maiores operadoras de turismo do mundo. A partir de então, foram produzidas diversas reportagens e ensaios fotográficos usando o hotel como cenário. Revistas como Playboy, Forbes e Veja já passaram por lá.
PRESERVAÇÃO – Brasileiro explica que, além de todo o glamour que envolve o Nannai, existe também uma preocupação com a preservação dos recursos a longo prazo. Foram feitos investimentos em um sistema especial de luzes que, apesar de mais caras, gastam menos energia. A água vem de diversos lençóis freáticos e é tratada no próprio hotel.
O método é ecologicamente correto porque também visa ao aproveitamento do recurso. Para não gastar um volume exagerado de água, foram instalados dispositivos reguladores do fluxo. Além do investimento em tecnologia, Brasileiro destaca a importância do treinamento de funcionários. (J.N.)