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COMBUSTÍVEL II
Transporte alternativo e taxistas adotam o veículo bicombustível

Utilizar o veículo bicombustível é vantagem para quem roda muito, pois o custo para a conversão é em média de R$ 2,3 mil. Por isso o gás natural tornou-se o “combustível oficial” dos transportes alternativos e taxistas. Mas proprietários de veículos particulares que fazem uso do carro no trabalho também estão aderindo a transformação, é o que afirma o gerente da Tecno gás, Edgar Mendonça. “Atualmente eles são maioria em nossa oficina,”. O gás natural também proporciona melhor rendimento do veículo e com um metro cúbico é possível rodar mais quilômetros do que com um litro de gasolina ou álcool.

A principal desvantagem é a perda do espaço do porta-malas, onde são instalados os cilindros. Há também perda de potência, o que pode ser resolvido no caso de subidas, com a mudança do combustível. A outra desvantagem continua sendo o número de postos de abastecimento. Mesmo com o crescimento dos pontos de venda do gás, as filas ainda são um problema.

Os carros com gás natural devem passar por uma revisão anual do sistema em oficinas convertedoras, efetuar a troca da tubulação de alta pressão de três em três anos e fazer o teste do cilindro de cinco em cinco anos. A manutenção é necessária para garantir a segurança do veículo.

REGISTRO – Antes de fazer a adaptação é preciso obter uma autorização prévia do Detran. A autorização é concedida mediante a apresentação dos seguintes documentos: certificado de registro do veículo (CRV), licenciamento, documento de identidade do proprietário do carro, vistoria, CPF ou CNPJ (pessoas jurídicas), além do pagamento de taxa.

Depois da transformação, o carro deve ser registrado no órgão por se tratar de uma alteração nas características originais, como prevê o Código Brasileiro de Trânsito. Os veículos convertidos que trafegarem sem registro estão sujeitos à apreensão e multa.

Além da documentação, o proprietário do carro deve apresentar o certificado de homologação do veículo convertido expedido pela oficina, atestando que a instalação cumpriu as normas técnicas de segurança estabelecidas pela ABNT e a nota fiscal de compra do kit.

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Jornal do Commercio
Recife - 13.01.2002
Domingo