
Irrigação
é indústria. E até mais sofisticada que as outras,
diz secretário
O secretário
de Recursos Hídricos do Ceará, Hypérides Macedo,
é um defensor do uso racional da água no fortalecimento
da política de irrigação do Nordeste. Crítico,
Macedo diz que a região foi vítima de um modelo errado.
O Nordeste foi escolhido para fazer dos projetos de irrigação
ações de combate à miséria. Irrigação
não é social. É uma indústria até
mais sofisticada do que as outras, diz.
Para
Hypérides, os cultivos inadequados tornaram a irrigação
um problema ao invés de ser uma solução. E cita
o caso do Ceará. O Ceará é o único
lugar do mundo que irriga arroz, a despeito do consumo voraz de água
e da baixa rentabilidade do produto, observa.
Os cearenses estão corrigindo o erro com a implantação
do Programa de Gerenciamento e Integração dos Recursos
Hídricos (Progerirh), cuja proposta é a melhoria da oferta
de água para diferentes consumidores. O Progerirh dará
um papel importante à irrigação uma vez que vai
conter o desperdício, especialmente no estabelecimento de tarifas.
Se você cobra vai forçar a produção de algo
rentável, a exemplo da fruticultura, defende.
Na avaliação do secretário, quando a irrigação
avançou no Nordeste foi estimulada pela ação do
empresário, que adotou experiências de tecnologia moderna,
consagradas em centros de excelência como a Califórnia
e Israel. Entre elas as técnicas de gotejamento e pivô
de irrigação.
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