Responsáveis pela diversidade de manifestações, ritmos e cores do Carnaval pernambucano, as agremiações do Recife e de Olinda comandam, cada qual à sua maneira, a animação dos foliões durante os quatro dias de festa. Em cada tradição, a marca da espontaneidade e das raízes populares. Conhecer um pouco mais da história dos blocos, troças e escolas de samba é voltar às nossas origens e entender o porquê de sua magia.

 

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Além de resgatar o espírito lírico dos antigos carnavais, os blocos carnavalescos são extremamente coloridos, alegres e, principalmente, nostálgicos. Ao contrário dos clubes de frevo, os blocos são mais lentos, mas nem por isso menos interessantes. Bandas de pau e corda e um grande coral, em geral formado por vozes femininas, dão o tom das letras saudosistas. Suas origens estão ligadas às reuniões familiares dos bairros de São José, Santo Antônio e Boa Vista, entre outros, como uma extensão dos presépios e ranchos de reis, nos idos da década de vinte, século passado, no Recife.

A partir do surgimento dos blocos, as mulheres começaram a participar mais ativamente do carnaval, uma vez que elas não tinham acesso aos clubes de frevo, criados por corporações profissionais masculinas. Além disso, a música mais lenta dos blocos também abriu as portas do carnaval de Pernambuco para as crianças. Entre os blocos mais conhecidos estão Banhistas do Pina, Flor da Lira, Apôis Fun, Batutas de São José, Flor da Magnólia, Madeiras do Rosarinho, Bloco da Saudade e Pierrô de São José. Clique aqui para saber a programação de ensaios e de apresentações confirmados de alguns blocos.

 

 

 

 

 

Ninguém sabe ao certo a quantidade de troças que existem no Carnaval pernambucano. Isto porque a manifestação surgiu implícita e aleatoriamente das brincadeiras dos foliões, que queriam formar seus próprios grupos para curtir a festa momesca. A troça carnavalesca é, em outras palavras, um clube de frevo em menores proporções que se apresentava, inicialmente, logo pela manhã. Hoje em dia, é possível ver troças em diversos horários durante os quatro dias de folia. Uma de suas principais caracteríticas é a irreverência e o espírito crítico de seus integrantes, fato que deu origem a sua denominação, uma vez que o significado do verbo troçar é: escarnear, zombar, ridicularizar

O Carnaval de Olinda, por exemplo, é uma prova concreta de como esses agrupamentos vêm se proliferando anualmente. Entre os mais tradicionais, que conseguiram resistir ao tempo e manter a tradição, destacam-se o Homem da Meia Noite, Elefantes, Pitombeiras, Bacalhau do Batata, Siri na Lata, Eu acho é Pouco, Eu Quero é Mais, entre outras milhares de troças espalhadas pela Cidade Alta e também pelo Recife. Clique aqui para saber a programação parcial de algumas troças.

 

 

 

 

Apesar de estarem originalmente relacionadas às tradições cariocas, as escolas de samba pernambucanas carregam em seus integrantes beleza, cores e características próprias, destacando-se no cenário nacional. Tanto que, fora do Rio de Janeiro, o samba de Pernambuco é um dos mais importantes do Brasil. As escolas de samba começaram a surgir no Estado na década de 30, misturando elementos de maracatu, frevo e capoeira, entre outras manifestações populares da região.

Desfile de escola de samba

As agremiações têm bastante participação nos bairros de classe média baixa e possuem cerca de 800 a 1500 figurantes, cada uma. As pricipais alas que particiapam do desfile são a Comissão de Frente, de Enredo e de Tradição, além da ala das Baianas e da Bateria. Ao todo, credenciadas à Federação de Escolas de Samba de Pernambuco (Fesape), existem 20 grupos, subdivididos em classes Primeiro A e Primeiro B. As escolas mais tradicionais são a Gigantes do Samba, a Estudantes de São José, a Galeria do Ritmo, a Vai Vai e a Rebeldes do Samba. Clique aqui para saber a programação parcial da Fesape.

 

 

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