Um bloco animado, uma música inesquecível, uma fantasia inacreditável confeccionada com as próprias mãos. Quem não tem uma história de carnaval para contar que atire a primeira pedra. Esse é o espaço para os famosos deixarem suas recordações sobre belas folias vividas em outros anos.



Marcelo Valente"O carnaval de quatro anos atrás foi inesquecível, profissionalmente. Eu tinha sido chamada para mudar de emissora e terminou sendo a melhor transmissão de carnaval que fizemos. Até hoje, em todos os tapes que vejo, aquele teve um sabor especial. Porque eu achava que seria o último e que não teria oportunidade em outra emissora, fosse qual fosse, de fazer uma cobertura com a mesma qualidade. Naquela época, só na TV Jornal a equipe de reportagem chegava às 9h da manhã para cobrir a saída do Galo. E nós só largávamos depois de o bloco se espalhar pela Avenida Guararapes". - Graça Araújo, jornalista



Marcelo Valente"Em 99, eu, minha esposa e minha sogra alugamos uma casa em Olinda, fora da Cidade Alta. Organizamos um grupo e a gente usava uma fantasia por dia. Brincávamos pela manhã e à tarde em Olinda, e, quando começava a anoitecer, íamos pro Recife Antigo. Foi uma equação perfeita, com um grupo muito legal. Como eu não bebo, foi ainda mais divertido para mim. Porque a bebida dá aqueles picos de alegria, mas depois deixa a pessoa de 'bode amarrado'... E nós estávamos lá, todos disfarçados, de peruca, fantasia, óculos" - Marcelo Valente, ator

 

Gretchen"Meu carnaval inesquecível foi no ano passado. Conheci o Galo [da Madrugada] de perto, no meio do povo. Eu ia para o camarote da Globo, mas terminei chegando atrasada e fiquei com as minhas bailarinas no chão. Tivemos que atravessar aquele mar de gente a pé. Levamos quase 40 minutos para chegar ao camarote, com destacamento policial e quase sem cabelo. Foi um tumulto. Mas quando cheguei ao camarote, pude assistir à passagem do bloco e achei maravilhoso. É muito envolvente o carnaval de Pernambuco" - Gretchen, cantora

 

Reinaldo de Oliveira"Dos meus 19 aos 25 anos, tive grandes carnavais. Quando me casei, os carnavais 'dos Oliveira' - grupo formado por meu pai, eu e meus irmãos - passaram a ser vividos através de nossas participações como compositores de músicas carnavalescas. Ganhamos 11 premiações em festivais diversos. Nosso último foi em 1976: vencemos três das quatro categorias que existiam. As canções premiadas foram a marcha de bloco 'Baú de Ouro', o maracatu 'Dona Santa no Céu' e o frevo canção 'Tristeza me esqueça'" - Reinaldo de Oliveira, médico, ator e teatrólogo


Jones Melo"O meu carnaval inesquecível foi na década de 60, quando fui aprovado no vestibular. Eu tinha uma namorada carioca que morava no bairro das Graças, ela era linda, e um calhambeque - que depois foi trocado por um relógio. A gente participava do Corso, que acontecia na Boa Vista, onde eu morava, dava umas voltas de carro e depois parava para brincar e ver o resto do desfile. Na época ainda não existia o carnaval de Olinda e, à noite, a festa continuava no Clube Internacional. E no final era como canta o Reginaldo Rossi: tudo que a gente transava eram três, quatro cubas" - Jones Melo, ator

 

 

 


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