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Desejos
e sentimentos escondidos
afloram por trás das máscaras

Elas
podem ter características místicas, ser usadas um
cultos, rituais religiosos ou profanos. Mas as máscaras são
indiscutivelmente mágicas. Por trás delas, já
dizia o psicólogo suíço Carl G. Jung, as pessoas
se liberam e dão vazão aos seus desejos e sentimentos
mais reprimidos.
Por
isso mesmo, dizem que o uso das máscaras é tão
antigo quanto o surgimento das sociedades humanas primitivas. Registros
históricos apontam para o uso delas 30 mil anos antes do
nascimento de Cristo. No Antigo Egito, mascaravam-se os rostos dos
mortos para "ajudá-los na arriscada passagem à
vida eterna".
Gregos
e romanos exibiam máscaras em cerimônias religiosas
e, na China, elas eram usadas para afastar maus espíritos.
Os índios (até mesmo no Brasil) as usavam em pajelanças,
rituais de cura, casamentos e danças de guerra.Daí
ao uso como acessório de teatro e festas de rua foi um pulo.
Nos dramas gregos, as máscaras dos atores, audaciosamente
desenhadas, informavam a toda a platéia, ainda que de forma
um pouco estereotipada, sobre o caráter e as atitudes do
papel que cada ator estava representando.
Mas
as máscaras caíram no gosto popular quando foram incorporadas
ao carnaval de Veneza, no século XV. Nessa mesma época,
o trio pierrô, colombina e arlequim saiu da "Commedia
dell Arte" para encantar os bailes da cidade italiana e ganharam
o mundo - devidamente mascarados, claro.
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