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A boca está seca, o mal estar físico é generalizado, a pressão pode oscilar, dor de cabeça constante, e, ih!, ainda tem o indefectível gosto de cabo de guarda-chuva. É ela: a temível ressaca, companheira da maioria dos foliões que tiram o carnaval para "tomar todas" - e esquecem do dia seguinte.

Os sintomas variam de acordo com o tipo e a quantidade de bebida ingerida. Além disso, a freqüência com que uma pessoa bebe contribui ou não para os efeitos da ressaca: os habituados têm, naturalmente, maior resistência, mas quem bebe pouco pode sofrer com uma única dose. Se a ressaca já bateu na sua porta, leia nossas dicas e boa sorte!

 

 

 

 

 

 

 

- Alimentação
Se a sua intenção é tomar todas, não esqueça de comer. É importante forrar o estômago e incluir nessa "dieta de preparação" alimentos ricos em gordura e carboidratos. Essas duas substâncias, encontradas em pães e massas, retardam a absorção do álcool pelo organismo. Dentro desse espírito, os bons de copo aconselham uma colher (chá) de azeite antes de começar a beber. Mas também nem 8 nem 80: empanturrar-se de comida não ajuda, pois o excesso de gordura vai prejudicar a digestão. Beber com o estômago vazio pode diminuir a concentração de açúcar no sangue, causando tontura, fraqueza, tremores, sudorese e perda dos sentidos, nos casos mais extremos.

- Medicamentos naturais
Comprimidos de alcachofra ou de similarina (substância contida na planta chamada cardo mariano) protegem as células do fígado. As vitaminas do complexo B têm sua absorção prejudicada pela presença do álcool: remédios concentrados com essas vitaminas, especialmente a B1 e a B6 são bem-vindos antes da cachaça começar.

- Beber água
Quanto mais água intercalar seus goles alcoólicos, melhor. Ela ajuda o fígado e os rins a filtrar melhor os resíduos tóxicos. Além disso, como o álcool faz com que o corpo elimine pela urina maior quantidade de líquidos, é importante reidratar o organismo. A água também serve para matar a sede, tirando essa "obrigação" da bebida alcoólica.

 

 

 

 

 


- Um chazinho de boldo é um santo remédio para os ressacados, pois facilita a digestão e ajuda a recuperar o fígado. A carqueja também é bastante indicada, graças às suas propriedades protetoras do estômago e do fígado, bem como de sua capacidade de purificar o sangue cheio de toxinas. Para atuar diretamente na purificação hepática, chá ou tintura de alcachofra, vendidos em farmácias de produtos fitoterápicos.

- Para aliviar a dor de cabeça, compressas geladas na testa e ao redor dos olhos. Uma xícara fumegante de café também contribui para diminuir a dor. Não exagere, porém, pois o café tem poder desidratante - e um organismo de ressaca já perdeu água demais. Um analgésico pode combater a dor, desde que não seja à base de ácido acetilsalicílico (irritam a mucosa do estômago). Uma cama confortável num lugar silencioso e com pouca luz vai restabelecer o ressacado mais cedo.

- Como o álcool causa desidratação, a lei do dia seguinte é consumir muito líquido. Aproveite o verão nordestino para tomar água de coco e experimentar os sucos de frutas da região. Dê preferência aos de melão, melancia, pêra e abacaxi, frutas ricas em água. Ao invés dos recomendados 2 litros diários de água, aumente a dose para 3 litros. Bebidas isotônicas - do tipo Gatorade - são boas pedidas, especialmente por conterem potássio em suas fórmulas. A substância, que também pode ser encontrada na banana, recupera a vitalidade dos músculos e ajuda a reequilibrar os sais e a água.

- A alimentação continua importante: mesmo estando um pouco enjoada, uma pessoa com ressaca precisa comer. É importante ingerir carboidratos - macarrão, pães e bolachas de água e sal -, frutas e verduras frescas. Essas últimas contribuem para o movimento intestinal, além de eliminar gorduras. As carnes não são tão urgentes: suas proteínas são de digestão difícil. Caldos, sopas e cremes são recomendados.

- A absorção das vitaminas B1 e B6 é prejudicada pela grande presença de álcool no organismo. Comprimidos do tipo "complexo B" são bem-vindos nos dias pós-bebedeira.

 

 

 

 

- Misturar bebidas
No fim das contas, não importa se o porre foi de cerveja, caipirinha e uísque ou somente de vodca. O álcool etílico contido em todos é o mesmo. O problema real é a grande quantidade e o teor alcoólico da(s) bebida(s) ingerida(s). Enquanto na cerveja o teor alcoólico varia entre 3° e 6°, os destilados (como vodca, conhaque e cachaça) têm entre 40º e 50º. Fermentados como vinho e champanhe ficam entre entre 5º e 8º.

- Sauna
O álcool não pode ser eliminado pelo suor. Uma sessão de sauna, inclusive, é contra-indicada porque desidrata um organismo que já está com seu volume de água reduzido.

- Remédios
Eles são famosos, mas não ajudam muito. Medicamentos como Engov e Epocler, anunciados como milagrosos para curar ressaca antes mesmo da bebedeira, ajudam apenas a diminuir os sintomas. Suas fórmulas são verdadeiras saladas russas: antiácido, analgésico, cafeína, anti-histamínico (que combate alergias) e antiemético (que corta o vômito e o enjôo). No entanto, não protegem o fígado de qualquer lesão mais séria.

- Efeitos diuréticos da cerveja
O princípio é o seguinte: o álcool inibe o hormônio antidiurético. Seguindo a lógica, altas quantidades de álcool circulando no organismo aumentarão o volume da diurese. O diferencial em relação à cerveja é o fato de ela conter mais água em sua composição, o que sgnifica um volume maior de líquido a ser expelido.

 

 

 


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