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06-06-2001
Sopa de letrinhas
Nada
mais fácil que navegar na Internet. É só digitar
um endereço eletrônico e esperar que dezenas de imagens
e informações sejam despejadas na tela. Mas como tudo
isso funciona?
Para
entender melhor a Web e seus meandros, o primeiro passo é
descobrir como é definido o endereço de
uma página, como a do JC
OnLine. O domínio, responsável por localizar uma
organização, empresa, internauta, grupo, instituição
ou entidade na Web, é formado por vários componentes
ligados por pontos.
O primeiro
da lista é o HTTP ou Hypertext Transfer Protocol, que simboliza
um conjunto de regras para a troca de arquivos na Web. Como se trata
de uma tecnologia ou protocolo padrão, ele não precisa
ser digitado pelo internauta na hora de procurar uma página.
O www
(World Wide Web) é o nome completo da Internet
e tem a função de identificar todos os recursos e
usuários na Web que estão usando o protocolo HTTP.
O componente seguinte é o nome da empresa (jc, no caso do
endereço do Jornal do Commercio). Essa parte é definida
pela corporação.
O .com
revela que a organização proprietária da página
é de natureza comercial. Mas há ainda outras variações
desse componente, como o .mil (para organizações militares),
.edu (educacionais), .gov (governamentais), .org (não governamentais)
e .net (para provedores).
Por
fim vem o .br, ou o domínio geográfico. Como a sigla
sugere, indica que a página é brasileira. Além
do .br, há muitos outros domínios: .jp (Japão),
.au (Austrália), .ca (Canadá), .de (Alemanha), .dk
(Dinamarca), .es (Espanha), .uk (Reino Unido). Os Estados Unidos,
um dos maiores produtores de sites do mundo, não usam domínio
próprio. Esses endereços eletrônicos também
têm um apelido: URL, que significa Uniform Resource Locator.
Antes
de criar um domínio, é preciso fazer a homepage. Como?
Os programadores usam uma linguagem gráfica que se chama
HTML (Hypertext Markup Language) e é formada por diversos
símbolos. Sua tarefa é se comunicar com o browser
(programa usado para navegar na Internet, como o Netscape ou o Explorer)
para informar como a página deve ser exibida para o internauta.
Outro
ponto forte do ciberespaço são os chats, ou bate-papos
virtuais. Empolgados com essa forma de comunicação
virtual, os internautas inventaram uma série de símbolos
para animar as conversas. As expressões faciais criadas a
partir da combinação de sinais ortográficos
são um bom exemplo disso. Elas exprimem tristeza :-(, alegria
:-), surpresa :-0 e até uma piscada de cumplicidade ;-).
O símbolo
que melhor representa a era digital, no entanto, é a arroba
(@). Mas como esse símbolo foi parar no meio dos e-mails
de todo o mundo? O inventor foi Ray Tomlinson, pai do
primeiro software de troca de e-mails. Em março de 1972,
ele se viu diante da difícil missão de escolher algum
caractere para separar, nos endereços eletrônicos,
o nome do usuário e o nome da máquina usada sem nunca
ser repetido em nenhum deles. Não titubeou: optou imediatamente
pela @. Por quê? Ele explica: Eu cheguei primeiro, então
podia escolher qualquer sinal gráfico que quisesse.
E por
falar em e-mail, eis outro mistério que atormenta a mente
dos internautas mais desligados desse mundo dos bits: o que significam,
afinal de contas, aquelas iniciais CC e BCC que denominam os campos
de envio de cópia de e-mails? CC nada mais é que a
sigla da expressão americana carbon copy (cópia carbono)
e BCC significa blind carbon copy (cópia carbono cega).
Por que blind? Quando uma mensagem é encaminhada para várias
pessoas ao mesmo tempo, o usuário pode optar por não
deixar que elas saibam disso, preenchendo somente o campo BCC, que
esconde os nomes e e-mails dos demais destinatários de cada
pessoa que recebe uma cópia.
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