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Atualizada às quartas

Faça como Cristo: salve!


Essa é uma piada bem cretina – portanto, não precisa rir. Diz que fizeram um concurso: Jesus Cristo e o lá-de-baixo para ver quem digitava mais rápido. Enquanto o filho de Deus estava na primeira linha, o coisa-ruim já havia digitado uma página. Após nove minutos, o chifrudo já acumulava dez páginas na frente de Cristo. A apenas um minuto para terminar a competição, falta energia elétrica. Dois minutos depois, volta a luz e Cristo é declarado vencedor. Enquanto o filho de Deus vinha salvando seu trabalho a cada parágrafo, o príncipe das trevas esqueceu deste “pequeno detalhe” e perdeu tudo.

Tomei emprestado essa piadinha cretina apenas para ilustrar uma outra coisa que muita gente não faz e só reconhece a importância quando é tarde e Inês é morta: backup. As cópias de segurança são importantíssimas. Você deve ter todos os seus arquivos pessoais gravados em outras mídias além do disco rígido: disquetes, zipdisks, CDs e até na Web. Na Internet, há sites que oferecem muito espaço para armazenamento e o que é melhor: de graça. A gente fala disso daqui a pouco, cinco parágrafos abaixo. Por enquanto vamos ficar com a mídia tradicional.

Além de salvar seus arquivos de trabalho, você deve Ter uma cópia de segurança de seus programas. Veja bem: não é pirataria. Você pode fazer uma cópia de qualquer programa, contanto que você tenha a licença de uso do fabricante e vá instalar ou reinstalar o software apenas na sua máquina. Afinal, com o tempo, os CDs também se danificam, já que hoje em dia quase ninguém distribui mais software em disquetes.

Obsoletos

Os disquinhos estão mesmo ficando obsoletos. Para colocar uma apresentação do Microsoft PowerPoint num disco 1,44 MB é um sofrimento. Tem-se que dividir o trabalho em várias partes. Uma alternativa são os discos da Iomega, os famosos zips, com capacidade que vai de 40 MB a 220 MB. Há ainda os  SuperDisks, Imation, cuja capacidade é de 120 MB.

Os zips  – com versões para 40 MB (click!), 100 e 250 MB (zip) e 1 GB (jaz) – são uma boa alternativa para se armazenar informações importantes, evitando contratempos no caso de uma falha no seu PC. Os preços dos discos variam de acordo com a capacidade. O mesmo vale para as unidades de leituras: vão R$ 300,00 a R$ 1.000,00, dependendo não apenas da capacidade, mas também do tipo de conexão com o micro (paralela, SCSI ou USB). 

Uma outra alternativa é o CD. Um gravador de CD está na faixa de R$ 900,00 (há opções mais em conta. Pesquise!!) e os CDs, não custo mais que R$ 10,00. A principal vantagem aqui é a capacidade de armazenamento.

 Free

Para quem não está a fim de gastar um centavo sequer, nem mesmo com um disquete, a salvação da lavoura é a Internet. O que não faltam são sites oferecendo até 50 MB free para armazenamento de dados, não apenas hospedagem. De fato, até seu provedor de acesso pode quebrar um galho. Mas aí, há questão do limite de espaço. Ainda tem gente que só oferece 5 MB. Qualquer coisa além disso, o taxímetro começa a contar e o resultado vem na sua fatura do mês seguinte.

Confira, abaixo, alguns sites que podem hospedar suas arquivos de graça. Antes, um lembrete: lembre-se de que esses arquivos serão hospedado por terceiros. Considere questões como segurança e privacidade. Uma dica é proteger os arquivos com senha.  Outra observação pertinente é que esse tipo de serviço é muito útil para arquivos pequenos e transferências rápidas. Note que se você decidir guardar um gráfico com 10 MB, por exemplo, o que você vai economizar num disquete ou num zipdisk, vai gastar na sua assinatura com o provedor e com a companhia telefônica. Em ambos, as tarifas ainda estão muito além do mercado internacional. Mas isso é uma outra história....

Os sites:

http://www.webstuff4free.com/
http://www.freedrive.com/
http://www.thefreesite.com/freewebpages.htm
http://www.xdrive.com/

http://www.docspace.com/

P.S.: O e-leitor Ailson Leal dá a dica aos interessados no StarOffice, que a versão 5.1, em português – de Portugal – está disponível na edição deste mês da revista PC Expert.

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Economize tempo – e horas de acesso – na transferência de arquivos (08/09/1999)