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28-11-2000
Serviço Móvel Pessoal no País em 2001
O ano que vem começa com a disputa pelas Bandas C, D e E
da telefonia móvel na faixa de 1,8 GHz, também conhecida
como serviço móvel pessoal (SMP).
As operadoras que conseguirem adquirir as licenças do SMP
terão o direito de atuar nas mesmas áreas do serviço
fixo comutado (telefonia fixa). São três regiões,
correspondendo às áreas de concessão da Telemar
e Vésper (Região 1), Brasil Telecom e Global Village
(Região 2), Telefônica e Vésper (Região
3).
Além
da maior área de cobertura prevista no novo modelo, as empresas
que lograrem obter as licenças para o SMP receberão
também autorização para operar longa distância
nacional e internacional a partir de janeiro de 2002.
As
empresas que operam o serviço móvel celular (SMC),
correspondente às Bandas A e B, terão que optar entre
manter as bandas de freqüências que já dispõem,
ou migrar para o SMP, abrindo mão dessas bandas e assumindo
a obrigação de oferecer aos clientes a possibilidade
de selecionar a prestadora de longa distância.
Segundo
as diretrizes da licitação para o SMP, as atuais operadoras
de telefonia fixa e suas controladoras, controladas e coligadas
não poderão concorrer à Banda C, mas apenas
nos leilões para as Bandas D e E. Isso deixa o caminho relativamente
livre para as empresas espelhos, como a Intelig, que não
terão a concorrência de empresas do porte da Embratel
nessa fase do leilão.
Além
das operadoras, a licitação do SMP tem atraído
a atenção dos fabricantes, como Ericsson e Siemens,
que se dispõem a financiar a compra de equipamentos. A Siemens
já colocou à disposição dos futuros
parceiros R$ 500 milhões e a Ericsson pretende alocar quatro
vezes este valor. A Ericsson, Lucent e Nortel fabricam todos os
componentes da infra-estrutura de rede para os padrões principais
(IS-95, IS-136 e GSM). A Siemens, Alcatel e Nokia estão dirigidas
para a tecnologia GSM.
Em
relação ao mercado de terminais portáteis,
a Nokia, Motorola e NEC concentram 65% da produção
mundial. Nesse mercado predominam as
tecnologias GSM, com 56% do total de celulares, IS-95, com 12%,
PDC, com 11%, e IS-136, com 10%.
A
licitação para as novas bandas deverá ocorrer
na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, por conta da divisão
de operações entre as bolsas, que concentra o mercado
privado na Bovespa e os leilões do governo no Rio de Janeiro.
O vencedor será aquele que fizer a melhor oferta, com metade
do pagamento no ato de assinatura do contrato de concessão
e o restante dentro de um ano.
*Marcelo
Sampaio de Alencar é professor titular do Departamento de
Engenharia Elétrica da Universidade Federal da Paraíba.
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