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Pastilhas
Jalda.com
Eu
sei, eu tinha prometido no artigo passado falar mais um pouco
de promoção, mas permitam-me adiar um pouco este importante
assunto para falar de uma novidade que ninguém comentou ainda
pela terra verde amarela. E lembrem-se: vocês viram primeiro
aqui!
Vou
começar contando uma história num futuro não muito
distante: Oswaldo dirige para o trabalho cedinho. Na Avenida
Barão de Souza Leão, pega aquele engarrafamento. Para
relaxar antes do stress
do escritório, ele pede ao seu assistente digital que solte o
noticiário de música, ele recolhe notícias de mais de mil
programas sobre música do mundo inteiro e mostra o que mais
interessa ao seu dono. Para sua surpresa, o seu grupo
preferido de Rock acabou de lançar um single
um dia antes em uma badalada festa em São Paulo. Por 20
centavos ele pode ouvi-lo agora. ´Por favor, toque!´, pede
ansioso nosso amigo.
Outra:
Em sua primeira primeira viagem a Paris, Cláudia está
encantada. Sâo tantas as opções que ela às vezes perde
muito tempo para escolher o que fazer a cada dia. Felizmente
ela encontrou na Web um serviço que envia para o seu palmtop
os últimos eventos de arte da cidade, seu principal
interesse. Assim, todo dia ela sabe exatamente quando e onde
está acontecendo alguma coisa nova. Ao escolher a opção do
dia, ela paga 15 centavos para ver o itinerário de metrô que
ela precisa fazer.
Histórias
como essas hoje já poderiam estar acontecendo se as grandes
companhias de telecomunicações e informática chegassem a um
acordo de como padronizar os chamados micropagamentos, ou
pequenos valores que poderíamos pagar pela informação que
recebemos através da Internet. Imagine as possibilidades:
através de qualquer aparelho conectado à Internet –
celular, Palmtop, PC, TV, rádio e outros – poderíamos
comprar e vender pequenas quantidades de informação digital:
música, relatórios, livros, pesquisas, filmes, vídeos,
fotos, consultoria, tudo. A capacidade de digitalização é o
limite!
Cada um de nós pode virar um especialista em determinada
fonte de informação e usar os micropagamentos para vender
estas informações a maior quantidade de pessoas possível.
Saiba tudo sobre o seu time de futebol preferido, 10 centavos,
ouça 50 trechos inéditos de entrevistas de Chico Science, 45
centavos, tenha em seu Palm o horário dos cinemas de Recife,
5 centavos. Não dá pra pensar em tudo que será vendido
desta forma. A Amazon, Ebay? Já são coisa do passado... Quem
vai mesmo precisar comprar livros ou CDs daqui a 3 anos, se
poderão acessar o mesmo material online por uma fração do
que custam hoje?
O
papo está muito bonito, mas quem afinal de contas está por
trás destas tecnologias? A muito tempo que o mercado e a
imprensa falam nisto, mas só agora eu vi uma pequena notícia
numa newsletter de negócios americanas: a HP e a Ericcsson
formaram a EHPT e juntas lançaram o Jalda, o primeiro
protocolo aberto para micropagamentos completamente baseado na
tecnologia da Internet. E é por isso que eu quis falar nisto
para vocês hoje, porque o bom empreendedor é aquele que
advinha o futuro por uns pedacinhos de informação do
presente: São 12 centavos pelo artigo, obrigado!
*
Jairson
Vitorino, é professor e empresário, e busca uma maneira de
vender estes artigos por 12 centavos para todo mundo que lê
(acha que já achou).
Links
relacionados: www.jalda.com
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