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Um
passeio pelo Silicon Alley
em Nova York
NOVA
YORK – A maioria de vocês deve ter ouvido falar do Vale do
Silício, ou Silicon Valley, na Califórnia. Lá, desde a década
de 40, são criadas empresas de alta tecnologia que hoje
formam um dos maiores pólos econômicos do mundo.
Mês
passado fui convidado por um empresário português para
integrar uma missão empresarial que partiu de Lisboa para
conhecer os dois pólos de multimídia e Internet americanos,
um deles é o Vale do Silício na Califórnia, o outro é o
Silicon Alley, ou ‘Beco’ do
Silício, aqui em Nova York.
Apesar
de o e-site só sair nas sextas, não resisti em fazer este
pequeno artigo comentando sobre o primeiro dia de nossa viagem
em Nova York. Tudo aqui acontece com a velocidade da Internet,
empresas, pessoas e governo estão sintonizados com a onda
online e a Big Apple, assim como a maior parte das grandes
cidades americanas, avança no que a Newsweek chamou de e-life
ou vida eletrônica (lembrem-se de que o e-life da Mundi
existe há mais de um ano!).
Nesta
segunda-feira (08/11)
pela manhã, conhecemos a New York New Media Association, que
conta com 6 mil associados (pessoas físicas) que trabalham na
área de nova mídia somente na cidade de Nova Iorque. Bill
Fisher, um dos speakers do evento falou um pouco do que
atualmente se faz por aqui, passando pela pré-história onde
as pessoas faziam quiosques multimídia e CD-ROMs e chegando
até os dias de hoje, com a explosão dos produtos e serviços
online.
Na
apresentação, ele destacou empresas completamente pontoCOM
(.com) que haviam decolado em New York graças ao capital de
risco abundante na cidade. Tradeout.com , um site que permite
que você procure um determinado serviço ou produto e receba
por e-mail ofertas de negócio (tipicamente um site que os
americanos estão chamando infomediários) recebeu para começar
US$ 50 milhões.
À
tarde, foi a vez do pessoal do I-Traffic demonstrar como se
faziam os melhores web sites do planeta. Nada distante da
realidade do Recife em termos de tecnologia e de pessoas, a
diferenca é a escala e o entendimento que os clientes deles têm
da Web: os contratos começam a partir de US$200 mil.
A
última atividade da tarde foi uma visita a New York
University, uma universidade privada que investe em pesquisa e
gera pequenas empresas de tecnologia que se estabelecem no
Silicon Alley. Um exemplo, foi o pessoal que criou o Yahoo!Calendar,
que há um ano foi incorporado ao Yahoo! O mais novo spin-off
da Universidade (empresa que sai de lá) chama-se Improv (www.improv-tech.com)
e seu produto é um software para criar animações em 3D
(como as do filme Toy Story) quase que totalmente geradas pelo
programa (eliminando o processo tradicional quadro a quadro).
Mais
uma vez, não é nenhuma novidade para nós da área de informática
do Recife o que a New York University faz. Tambem no
Departamento de Informatica da UFPE se geram empresas que sao
incubadas e depois vão para o mercado.
A
diferença básica entre Recife e Nova Iorque são os números
e principalmente as pessoas. Não há ainda em nossa cidade
uma consciência para incentivar a nova economia que
definitivamente não tem só a ver com profissionais de informática.
Vivemos
ainda na maioria das empresas e faculdades um clima de
passado, onde o mantra preferido das pessoas é: aqui não
são os Estados Unidos, isto não funciona aqui. Para quem
quiser prova contrária, é só dar uma passada na incubadora
de empresas do Estado e no Departamento de Informática da
Federal, que, espero, tornem-se modelos brasileiros para
outros desbravadores da nova economia.
Final
da semana tem mais de San Francisco para os leitores de e-site.
Não percam!
*
Jairson Vitorino
é diretor da Mundi Multimídia e está sofrendo na América
com o dólar a dois reais (pelo menos vai voltar mais magro)
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