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Atualizada às sextas

Minerando dados e achando ouro

Para quem leu a maioria dos artigos aqui, já não é mais novidade como montar e promover seu negócio na Internet. Por isso, esta semana, para encerrar a série monte seu negócio online  (e começar a variar), resolvi aprofundar um pouco o item tecnologia e mostrar que usando bem, até software pode dar lucro ;-).

Não se preocupem, vai ser mais simples que manual de videocassete. 

Não sei se vocês visitaram a Amazon recentemente, mas há cerca de um mês a maior livraria online do planeta lançou uma coisa muito interessante chamada Purchase Circles, algo como círculos de compradores, em português. Através deste serviço, você pode saber que o pessoal da Microsoft está comprando muitos livros de Linux e os brasileiros muitos de Delphi por exemplo.

Por causa de pressões de grupos pró-privacidade online, a Amazon deixa a opção para quem quer ficar de fora. Mas a possibilidade de você se beneficiar de um conhecimento de um grupo social (empresa, universidade, país) é mais benéfica do que a suposta proteção online para este grupo. 

Este exemplo da Amazon mostra como a tecnologia de banco de dados pode ser usada nos negócios online para servir ainda melhor a clientes e empresas. Com dados como esse, um estudante de administração da Unicap pode comprar os mesmos livros que um estudante de Harvard está comprando.

Como sempre, daria para escrever vários livros sobre as novas possibilidades abertas com o uso desta tecnologia para o comércio eletrônico. Vamos simplificar e enumerar algumas outras coisas que o povo anda fazendo pelo mundo:

  • Informative.com tem um serviço que custa 750 dólares por empresa para descobrir o que o cliente compra, o que ele deseja comprar, ou porque ele não comprou. A informative.com entrega relatórios completos sobre o perfil dos usuários do site, permitindo a empresa ajustar seu site de modo a maximizar seu lucro.

  • Oracle, Microsoft e outras empresas já lançaram software específicos para analisar o log dos Web servers. O log é um arquivo que documenta todos os acessos ao site, e dele pode se extrair, por exemplo, qual o tempo médio que o usuário passa vendo determinada página. As possibilidades aqui são infinitas: você pode usar a informação para clonar o estilo da página mais visitada por exemplo, e banir as demais, ou descobrir qual é o banner que tem mais retorno em cliques.

Outros casos como este estão acontecendo pela Web inteira. Não é difícil deduzir que a Internet é um imenso manancial de informações que cresce a cada segundo a uma acelaração que ainda não se calculou. Tudo o que o Yahoo!, Altavista e outros zilhões de mecanismos de busca fazem é apenas organizar a superfície da Web. O ouro real está bem abaixo, nas milhões e logo bilhões de transações que os e-comerciantes fazem todos os dias.

Já posso imaginar cooperativas de novas lojas virtuais trocando informações demográficas e de hábitos de consumo e descobrindo verdadeiras pepitas minerando seus dados. Arrisco que esta será uma das estratégias vencedoras no mundo do comércio eletrônico. Quem comprar, verá.

* Jairson Vitorino, é Diretor da Mundi Multimídia e tem em sua intranet o perfil demográfico dos seus clientes desde agosto de 98

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