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14-07-2000
Será
o tão anunciado fim do fax?
Chama-se
IPP o nome do possível carrasco do fax. O protocolo de impressão
via Internet é uma tecnologia que possibilita a impressão distribuída
através de uma rede local ou da Web.
Apesar
do atraso (o que não é nenhuma novidade em tecnologia, vide os lançamentos
da Microsoft), o anúncio do IPP como um processo viável de impressão
remota traz de volta às janelas de ICQ e mailing lists da vida a
discussão sobre a morte do fax, essa velha e formidável interface
de comunicação.
O quebra-galho
dos escritórios, o porta-voz das secretárias estaria mesmo condenado
a se tornar apenas uma lembrança? Se dependesse somente do Internet
Printing Protocol, sim. Mas, na prática, a história é bem outra.
O IPP
substitui os serviços de impressão proprietários por um procedimento
único para envio de solicitações de impressão de um computador para
qualquer impressora autorizada, ligada a um endereço IP na rede.
Mais de 25 companhias de informática (inclusive fabricantes de fax,
como a Xerox) apóiam a iniciativa.
Quem
produz fax há muito vem assistindo ao seu market share diminuir.
Os gigantes-líderes não dormem no ponto, entretanto, ao mesmo tempo
que se esforçam para continuar vendendo os aparelhos analógicos
de fax, investem pesado em tecnologias que possam substituí-lo com
a mesma eficácia.
A aprovação
final do Internet Printing Protocol só deve sair em 2001, mas a
comunidade tecnológica já dá como certa sua popularização. O recurso
vai reduzir os custos das grandes corporações com a impressão remota
de documentos, seja via fax ou e-mail.
Se
o fax realmente pendurar as chuteiras, não vão faltar saudosistas.
Sua praticidade, seu jeitão rústico e simples fizeram seu sucesso.
Uma síntese da contraposição "átomos versus bits", o fax já perdeu
o bonde da História, mas continua como "queridinho" na hora de transmitir
documentos, principalmente no mercado SoHo (Small office, Home office).
O Internet
Printing Protocol não deve ser um golpe de misericórdia em seu reinado,
que começou ainda nos anos 70, mas apenas o início de um lento processo
que vai culminar no desaparecimento do fac símile tal qual existe
hoje. E aí poucos vão se lembrar de que, um dia, se enviava o comprovante
de pagamento de uma conta à velocidade de apenas 9,6Kbps em uma
máquina híbrida e primitiva.
Leia
mais sobre a história do fac-símile em
www.hffax.de/History/Fax_History/
hauptteil_fax_history.html (inglês)
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Hugo Pordeus é produtor executivo do site BuscaGRÁTIS
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