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26-01-2001
O e-mail pede licença. E arrasa

O e-mail não-solicitado, ou SPAM para os íntimos, já foi chamado (e com
razão) de a praga do novo século. Empresas desonestas, mal informadas ou burras mesmo detonam as caixas postais dos internautas com propaganda de quinta categoria. E pouco ou nada conseguem com isso.

Porém, muita gente vem, precipitadamente, condenando todo tipo de publicidade online, ou via e-mail, sem saber que já existe um conceito de marketing, inteligente e respeitoso, capaz de enviar mensagens publicitárias somente para os consumidores que pediram para recebê-las.

É o marketing direto por e-mail, praticado sobre a filosofia do "permission marketing": pede-se a autorização do internauta para enviar qualquer tipo de mensagem via correio eletrônico, seja ela notícia ou propaganda. Algo simples, mas que faz toda a diferença.

Esta atitude, além de evitar aborrecimentos, garante para o veículo de comunicação ou para o cliente que está pagando por seu anúncio virtual um target certeiro, um público-alvo realmente bem definido e potencialmente
consumidor daquela informação.

Os maiores sites da Internet mundial estão investindo em e-mail marketing, fazendo dos banners um mero complemento de divulgação de seus produtos e serviços. Comparando: a taxa de click-through em banners hoje é de menos de 0,5%. Já uma campanha publicitária via e-mail obtém resultados que podem variar entre 5 e 15%.

Ou seja: o novo filão da publicidade na Internet tem nome. E o seu canal é o bom e velho correio eletrônico, a mais antiga das aplicações da Rede, a mais simples, a mais killer. Vejam as estatísticas: metade da verba publicitária
nos EUA em 2000 foi aplicada em algum tipo de ação de marketing na Internet. Os investimentos em marketing via e-mail, segundo o eMarketer, foram de US$ 1,1 bilhão nos EUA só no ano passado. A previsão é de um total de US$ 5 bilhão em 2003.

O marketing direto por e-mail está fazendo a cabeça dos principais players da Web e tendo a aceitação da maioria dos internautas. Desde que seja bem realizada, a publicidade via e-mail é mais rápida e eficiente do que qualquer outro método de divulgação online.

Como tudo, possui suas desvantagens e ciladas. A maior delas é estar ainda muito associado ao SPAM. Outra é sofrer para achar um padrão de formato em meio a tantos tipos diferentes de programas de e-mail e tecnologias.

É certo que o e-mail marketing ainda está longe de sua forma ideal. Mas já se anuncia como a tendência mais forte da publicidade na Internet dos próximos anos. Morte ao SPAM! E viva à criatividade, que conseguiu fazer do e-mail talvez a arma mais poderosa e promissora da mídia digital.

* Hugo Pordeus, jornalista, é produtor executivo da MundiDIRECT e editor do BuscaGRÁTIS

Coluna atualizada às sextas