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03-01-2001
Emoção nas nuvens com helicópteros Alligator

Márcio Padrão
Jornal do Commercio

Prepare-se para pilotar um helicóptero de combate com 350 quilos de blindagem, à prova de tiros de 20 e 23 milímetros, sistema de visão diurna e noturna, metralhadora 2A42 de 470 tiros, foguetes S-8 e S-13, mísseis guiados antitanque 9A4172 e outras armas opcionais. O maior charme deste veículo russo, no entanto, são seus dois rotores, que funcionam em paralelo. Esta é a descrição do Ka-52 Team Alligator, cujo jogo homônimo está sendo lançado no Brasil pela Infogrames.

Em duas áreas de campanha – Bielo-Rússia e Tadjiquistão – e uma zona de treinamento na Sibéria, você será o comandante de um esquadrão de aviação do Exército Russo, formado por seis helicópteros Alligator, o pessoal de apoio e a tripulação. Encontrará pela frente nada menos do que 100 missões de campanha e mais de 160 aeronaves e unidades terrestres aliadas ou inimigas.

A partir daí, dá para imaginar que o bicho pega feio nas fases. E pega mesmo. Mas, como ocorre na maioria dos simuladores, o maior inimigo do leigo não será a artilharia inimiga, e sim os complexos controles do helicóptero. O Alligator possui um sem-número de comandos detalhados, dezenas de opções de visão (cockpit, externa, zoom, noturna), sistema de comunicação entre os veículos da frota e até limpadores de pára-brisa. Difícil é começar o jogo sem o resumo de teclas do manual do lado. Quem adivinharia que a ignição é o atalho Ctrl + R?

Ao chegar ao céu, a situação não muda muito. Virar, subir e descer o helicóptero é realmente missão para um piloto experiente. Recomenda-se o uso do joystick, pois a resposta do teclado não é das melhores, e passar pela seção de treinamento para evitar muitas quedas na hora da batalha.

Os gráficos em 3D lembram um outro simulador, Flight Simulator: céu, chão, a linha do horizonte e os inimigos abrindo fogo. O painel e o cockpit são bem realistas e as cores, vivas, a despeito de ser um jogo ambientado na Europa Oriental. O som também é realista, apesar da ausência de uma música de fundo mais expressiva e adequada para a guerra.

Para os que gostam de conhecimentos gerais: revelado pela primeira vez ao Ocidente em 1997, o Ka-52 alcança velocidade limite de 350 quilômetros por hora e possui estrutura 85% idêntica ao seu antecessor, o Ka-50, que por sua vez é apelidado de ‘Tubarão Negro’.

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