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09-05-2001
O charme chinês em jogo bem-feito

Márcio Padrão
Jornal do Commercio


Fate of the Dragon, lançamento da Eidos Interactive distribuído pela Greenleaf, chega ao Brasil após o embalo do oscarizado O Tigre e o Dragão. No entanto, a única semelhança está no ‘dragão’ presente nos dois produtos, pois enquanto o filme do taiwanês Ang Lee é uma trama de ação e romance ambientada na Dinastia Ching (século 18), Fate é um jogo de estratégia que se passa na Dinastia Han (século 2 a.C.).

A história se baseia no Romance dos Três Reinos, livro escrito por volta do ano 1350 atribuído a Luo Guanzhong. O livro, que segundo o manual do jogo está entre os mais vendidos do mundo, aborda as batalhas ocorridas entre os três feudos existentes no território chinês. É a partir dessa premissa que o game se desenvolve: o jogador escolhe um dos três governantes – Cao Cao, Liu Bei e Sun Quan – e irá comandar todas as ações que levarão seu povo ao progresso e resistência nas batalhas.

O jogo inicia com um cenário natural a ser desbravado, o palácio imperial e um tipo de casa de recrutamento, onde os camponeses são chamados para executar tarefas. As missões aparecem uma a uma: construir armazéns, fazendas de milho, coletar madeira e minérios para tais construções, preparar alimentos, treinar soldados e proteger-se de eventuais conflitos contra os exércitos rivais. E tudo isso deve acontecer ao passo que as necessidades de comida, vinho, ouro, carne e outros recursos sejam mantidas na medida certa.

Fate of the Dragon chega a assustar de início com a interface, um tanto diferente dos demais modelos de estratégia. O menu principal é acima da tela, os ícones são menores do que o normal e nem todos os comandos são fáceis de acessar. Mas é só uma questão de paciência para seguir as instruções das missões até alcançar o feeling certo de entrosamento.

Os quesitos técnicos são muito bem cuidados, sobretudo os detalhes de gráficos, como a alta fidelidade da arquitetura chinesa nos casarões, a movimentação dos personagens e a textura dos cenários naturais. A trilha sonora é amena, conforme o espírito zen do enredo, e com boas vozes nos diálogos. No mais, o jogo traz o mesmo estilo dos outros jogos de estratégia no mercado, mas é uma alternativa válida para os amantes do gênero.

SORTEIO – Para participar do sorteio desse game, mande-nos um e-mail respondendo à pergunta: quantos celulares você já teve?