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16-05-2001
Looney
Tunes bagunçam História
Márcio
Padrão
Jornal do Commercio
O que um fã dos Looney Tunes os desenhos do Pernalonga,
Patolino e os personagens clássicos da Warner deve
esperar de um jogo baseado neles? Sopapos e explosões? Diálogos
e caretas hilárias? A famosa musiquinha de abertura com o
logotipo da Warner Bros? Se essas forem as suas respostas, talvez
você se decepcione um pouco com Pernalonga e Taz: O Furacão
do Tempo, lançado no Brasil pela Infogrames.
No
melhor estilo freak dos Looney Tunes, o início da trama apresenta
Patolino como um desratizador que vai prestar serviço na
casa da Vovó (a dona de Piu-piu). Mas na hora de limpar uma
máquina do tempo, algo dá errado e toda a História
tem seu rumo bagunçado. Como se a bagunça fosse pouca,
a senhora convoca ninguém menos que Pernalonga e o Diabo
da Tazmania, vulgo Taz, para recuperar os mecanismos perdidos da
máquina e reorganizar a linha do tempo.
O maior
alívio para os fãs xiitas é que
a versão dublada em português traz as mesmas vozes
do desenho animado. O jogo em si, no estilo plataforma dos videogames,
apresenta pontos altos e baixos, resultando em um jogo irregular.
Um
dos aspectos positivos é a interação criada
entre os protagonistas. Pernalonga e Taz estão juntos em
todas as fases e se auxiliam nas tarefas. No modo de um jogador,
você deve alternar sempre de personagem, pois cada uma possui
habilidades próprias: o coelho gira as orelhas como hélice
para saltar penhascos, passeia por baixo da terra e só ele
pode usar os objetos de cena (marretas, bombas, tochas, etc), enquanto
o diabo tem força para levantar caixas pesadas, rodopiar
e perfurar as tocas. No modo de dois jogadores a coisa complica,
pois às vezes um deles some da tela e perde-se
o controle sobre a personagem.
Já
o desafio é bem equilibrado, alternando brigas contra personagens
brigões Eufrazino, Horlelino, Ali Babá, gorilas,
etc com estratégias conjuntas para alcançar
os mecanismos. As fases começam a partir de portões
e remetem a períodos e locais históricos, como a Transilvânia,
e a povos, chamados de eras Viking, Asteca e Árabe. Como
é comum em plataformas, os itens servem de grande ajuda
no caso aqui, cenouras para restaurar energia e caixas que recuperam
o parceiro, caso alguém da dupla tenha dançado.
De
pontos negativos, temos os gráficos pesados em 3D e a citada
falta do elemento 'comédia' em quase todo o jogo. Nada de
cenas muito hilariantes como as dos desenhos. Até os vídeos
de ajuda, onde a Vovó e Piu-piu dão dicas, seriam
uma boa oportunidade para gags visuais, mas que foi desperdiçada.
Pelo menos é um grato retorno do gênero plataforma,
meio esquecido nos tempos atuais de shooters e RPGs.
SORTEIO
Para concorrer a Pernalonga e Taz: O Furacão
do Tempo, responda:
você prefere se comunicar pela Internet através de
correio eletrônico ou dos serviços de mensagens instantâneas?
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