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21-03-2001
Prove que pode ser um Jedi em
nova aventura no espaço

Márcio Padrão
Jornal do Commercio

“A sombra negra da Federação do Comércio caiu sobre o pacífico mundo de Naboo. A Rainha Amidala fugiu do planeta para clamar por seu povo frente ao Senado Galáctico em Coruscant. Como o Tenente Gavyn Sykes da Força de Segurança Real, você deve deter os planos da Federação usando tudo que puder.” Quem é fã já sacou: não é preciso ler todo o texto acima, com a música-tema de John Williams, para reconhecê-lo. É mais uma aventura da saga Star Wars no jogo Battle for Naboo, o mais recente da LucasArts.

Distribuído pela Electronic Arts, Battle for Naboo é na verdade a continuação do trabalho realizado em Rogue Squadron, game lançado há cerca de dois anos. O jogador encarna o supracitado tenente Gavyn Sykes a fim de guiar diversas naves do universo de George Lucas em perigosas missões. Desta vez as máquinas vêm do Episódio I, A Ameaça Fantasma, o quarto filme da saga, que na verdade é o primeiro da trilogia inicial. Confuso? Nem tanto.

Em todo caso, é irrelevante compreender as desventuras de Anakin Skywalker & cia para se divertir em Battle for Naboo. Como é de praxe na LucasArts, o produto final é muito bem acabado em todos os sentidos. A começar pela jogabilidade simples e eficiente. Com o direcional e quatro botões (acelerar, frear, disparo laser e mísseis), faz-se tudo no jogo. O resto fica por conta da habilidade do Jedi, isto é, do jogador.

O desenvolvimento das missões acompanha esse estilo direto: após uma tela com um resumo inicial, é só mandar laser nos robôs. Mas sempre atento, com um olho nos obstáculos do cenário e outro no radar no alto da tela, que indica a direção certa. Dentro das fases, os oficiais citam novas missões, como destruir ofensivas inimigas, salvar os habitantes e invadir bases da Federação.

A primeira fase acontece na capital de Naboo, e demora-se um pouco a aprender a se esquivar das paredes e objetos, mas a segunda, em campo aberto, é mais livre e remete logo a Rogue Squadron. Aliás, esse talvez seja o ponto fraco: poucas novidades. Os gráficos estão ótimos, mas sem inovações. O som idem, apesar das músicas de abertura estarem com um arranjo diferente (e um pouco inferior) à trilha de John Williams. De inédito, há a possibilidade de trocar de veículo em hangares de algumas fases e os sete novos ‘brinquedos’ do Episódio I, como o Speeder Gian, STAP e Cumboa. Dito isso, jogador, “sinta, não pense, use seus instintos”, como diria o Jedi Qui-Gon Jinn.

SORTEIO – Para concorrer ao game, participe da promoção do Caderno de Informática do JC. Responda à pergunta: Você se incomoda em receber mensagens não autorizadas por e-mail?