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23-05-2001
Alienígenas
são o alvo do ataque em Gunman
Márcio
Padrão
Jornal do Commercio
Em diversos pontos da galáxia, a ameaça maior da humanidade
tem um nome meio esquisito: Xenome. Essa é a nomenclatura
dada a um grupo de alienígenas monstruosos que recebem alterações
genéticas para se tornarem os mais temíveis guerreiros
do universo. Uma frota de humanos é designada a atender a
um chamado de emergência e explorar um planeta desconhecido.
Esse é o ponto de partida de Gunman Chronicles, jogo da Sierra
que usa a mesma tecnologia de Half-Life, shooter lançado
há dois anos.
Em
Gunman Chronicles, que chega ao Brasil pela BraSoft, o protagonista
lidera um pelotão que foi escalado para a misteriosa missão
por causa de um incidente do passado, quando abandonou uma missão
e deixou alguns oficiais a mercê dos Xenomes. Os próprios
subalternos se encarregam de explicar detalhes do planeta e ensinar
o personagem a utilizar as armas, nas primeiras fases do jogo. O
armamento vai de uma simples faca a rifles, granadas e metralhadoras
laser.
O começo
do jogo é talvez um dos mais enfadados da história
dos games. Quando o jogador se dá conta de que o personagem
já obedece aos controles, tudo que acontece é apenas
um voz feminina, vinda de um alto-falante, explicando detalhes da
missão, enquanto você vê imagens do planeta pela
janela da nave e aparecem créditos verdes na parte inferior
(com os nomes da equipe de produção do jogo), como
no início de um filme. Isso dura cerca de cinco minutos,
resultando em uma seqüência cansativa que poderia ser
mais curta. Ou transformada em um vídeo de apresentação,
pois não há motivo para o personagem estar ativo nessa
hora.
Depois,
os soldados o guiam pelas instalações e você
aprende os principais comandos: saltar, agachar, disparar, empurrar
caixas e abrir portas. A jogabilidade é muito eficiente e
a interface de mouse com o teclado funciona bem, havendo ainda a
opção de só usar o teclado. As vozes digitalizadas
soam com clareza, assim como os demais efeitos sonoros. O desafio
é equilibrado, exigindo do jogador raciocínio para
cada situação: rastejar para se mover em silêncio,
pegar o inimigo de surpresa, etc.
O problema
maior, para quem tem sede de sangue, é a falta
de ação e tiroteios das primeiras fases. Outro porém
é o gráfico pouco inovador e sem detalhes (os socos
do personagem principal são mecânicos demais), salvo
os ótimos efeitos de disparo das armas. No geral, é
um jogo irregular, mas que se mantém na média dos
shooters. Afinal, sempre vale a pena chutar o traseiro de alguns
alienígenas desprezíveis.
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