PreviewFirewallPreviewFirewall PreviewPreview

26-12-2001
Gráficos continuam o melhor de Atlantis

Scheila Azevedo
Do Jornal do Commercio

Desvendar enigmas, observar os mínimos detalhes dos objetos, personagens, lugares. Muita paciência para não desistir nos momentos mais difíceis e não fazer muita questão de grandes emoções. Se você se encaixa nesse perfil, vai gostar muito de Atlantis III: O Novo Mundo, jogo da Cryo, lançado no Brasil pela Infogrames.

A aventura se passa no ano de 2020, quando uma jovem egiptóloga procurar um antigo templo construído pelo povo egípcio. Ao chegar em seu destino, Hoogar, localizado no Sul do deserto da Algéria, na África, a moça sofre um acidente de carro e é salva por um tuaregue, povo nômade que vive entre as extremidades do deserto do Saara e o ocidente do Sudão. Mas o encontro não dura muito, pois o objetivo do tuaregue é recuperar um poço que foi tomado do seu povo por homens armados.

À medida que as áreas são exploradas, a pesquisadora é levada a um mundo cheio de influências de Atlântida, mundo que teria sido inspirado no antigo Livro Egípcio dos Mortos. Durante a jornada, várias provas colocam em teste a capacidade da heroína em desvendar os grandes mistérios. Ela, no entanto, não está completamente só. Targui, temendo os perigos do deserto, acompanha a garota em alguns momentos.

O jogador vive a protagonista que, fisicamente, foi inspirada na atriz Chiara Mastroianni, filha do falecido ator italiano Marcello Mastroianni. Todo controlado por cliques no mouse, não existe ação própria, o personagem só caminha para onde o cursor ‘deixar’. Quando um objeto ou outro personagem vai interagir com a jovem, o cursor assume uma forma diferente, indicando o que fazer. Na verdade, a única ação que existe é a de pensar. Para passar de fases, é imprescindível que um enigma seja descoberto.

Os gráficos, como de costume em todos os games da série Atlantis, são os pontos fortes. A alta definição e a perfeição de detalhes realmente impressionam. Desde o deserto, as cavernas, as tumbas até as planícies gélidas do paleolítico e os envolventes palácios das Mil e Uma Noites. Tudo muito bem desenhado e colorido.

O som traz, pela primeira vez na série, os diálogos em português. No jogo anterior, apenas as legendas eram traduzidas. A trilha sonora é assinada pelo guitarrista David Rhodes. Atlantis III segue o mesmo estilo dos antecessores. Quem já era fã, deve continuar. Mas os que não apreciam o estilo, provavelmente não mudarão de idéia.

SORTEIO – Para concorrer ao game Atlantis III, mande um e-mail para info@jc.com.br dizendo o que Papai Noel não lhe deu, mas você quer para 2002. Coloque nome, idade, profïssão, telefone e endereço. Boa sorte!