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27-06-2001
O
medo está de volta em Blair 2
Márcio
Padrão
Do Jornal do Commercio
Mesmo com o ápice dos filmes comerciais repletos de tecnologia,
as adaptações do cinema para os games estão
em baixa. Matrix, Corra, Lola, Corra ou Gladiador são
ótimos motes para horas de diversão na frente do micro,
mas ninguém se atreveu a abordá-los. Dito isso, os
diretores Daniel Myrick e Eduardo Sanchez podem ser considerados
os George Lucas da virada do milênio, por conseguirem
aproveitar o tino comercial do seu único conceito criado
até agora, a fictícia Bruxa de Blair. Em um espaço
de dois anos, eles sacudiram a Internet com a lenda, lançaram
uma continuação nas telas e já chegaram ao
segundo game, A Lenda de Coffin Rock.
Quem
acompanhou o filme lembra: três jovens se perderam em 1994
ao descobrir e filmar detalhes sobre a bruxa da floresta de Burkittsville.
O novo jogo, uma co-produção da Godgames e Humanhead
e distribuído pela Greenleaf, ocorre em torno de um dos muitos
fatos criados por Myrick e Sanchez. O primeiro game se passava em
1941 e abordou o eremita Rustin Parr; o segundo volta até
1886 e nos mostra a garota Robin Weaver, de oito anos, que se perde
na misteriosa floresta da cidade.
O jogador
encarna Lazarus, um soldado sem memória que se une a outros
moradores para achar a menina. Lazarus terá que enfrentar
perigos reais e sobrenaturais na sua jornada, por isso não
é à toa que algumas de suas armas são uma espada,
uma pistola e até um crucifixo. É provável
que o desfecho dessa história seja o mesmo narrado por Heather
no primeiro filme e que é repetido na abertura do
game. Ou seja, não será dos mais felizes...
Tragédias
à parte, A Bruxa de Blair Volume II A Lenda
de Coffin Rock consegue melhorar alguns problemas de Volume I
Rustin Parr. A trama flui sem muita pressa, e as cenas de interlúdio
deixam claro para o jogador qual será o próximo passo.
Os cenários e gráficos, ainda produzidos com o engine
do jogo Nocturne, também estão mais claros e definidos.
Dessa forma, o personagem não fica tão perdido quanto
a garota Robin.
A lentidão
de comandos continua a mesma desde o Volume I e é uma inconveniência
principalmente na hora de atacar o oponente. Só depois de
algum treino, usando a combinação mouse + teclado,
consegue-se ter pleno controle de Lazarus. A ausência de trilha
sonora e as vozes quase fúnebres dos personagens completam
o clima de horror do game, recomendável para se jogar no
escuro. Uma boa pedida em tempos de racionamento de energia.
SORTEIO
Para participar do sorteio do game A Bruxa de Blair, entre
no Conexão Web, clique no banner e responda: você compraria
um micro usado?
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