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30-05-2001
Construa
um reino a partir do nada no jogo Sacrifice
Márcio
Padrão
Jornal do Commercio
Depois da ascensão dos RPGs de mesa, os card games
jogos de disputas de personagens em cartas de baralho fizeram
muito sucesso entre os adolescentes que curtiam o mundo da fantasia.
O jogo Sacrifice, lançamento da Shiny Entertainment e Interplay
pela Byte & Brothers, remete um pouco à atmosfera de
Magic: The Gathering, um dos mais populares card games. Não
só pela temática, mas pelo uso do mana, o nome que
se dá à energia mágica dos personagens.
Em
Sacrifice, a história começa assim: o Criador simplesmente
foi banido para sempre do seu plano de existência por causa
de uma disputa com os demônios dos planos inferiores. Restou
a cinco entidades a ingrata tarefa de recomeçar a vida no
reino, mas cada uma o faz a seu modo. Charnel, James, Persephone,
Pyro e Stratos são os deuses da Morte, Terra, Vida, Fogo
e dos Céus, respectivamente, e o pedaço de terra que
lhes cabe adquire as características pessoais de seus guardiães.
O jogador
entra na pele de Eldred, uma criatura mística que se dedicará
a um dos deuses e, com a ajuda de alguns soldados, vai confrontar
as hordas das outras quatro divindades. A magia do personagem se
origina do mana, energia que permite obter dons de cura, ataque,
criação de criatura, escudo de defesa, etc. Pede-se
atenção às fontes que recarregam o mana e às
almas perdidas nas batalhas, que também farão parte
do poder de Eldred.
O visual
do jogo, todo em 3D, dará algum trabalho à placa de
vídeo do PC, mas para quem gosta de cores, imensos cenários
e personagens estranhos, os gráficos são um prato
cheio. Idem em relação ao som, repleto de músicas
épicas e vozes digitalizadas infelizmente, todas em
inglês, o que dificultará a compreensão do jogo
aos que só dominam a língua de Camões.
No
entanto, o maior ponto negativo de Sacrifice vai para a complexidade
do desafio. Na campanha, o personagem simplesmente é jogado
no cenário sem que a missão fique clara, pois a abertura
não ajuda muito. Os inimigos agem muito rapidamente, sem
dar muita chance de contra-ataque. E os cenários, extensos
demais, confundem o jogador, ainda que o minimapa no canto da tela
ajude bastante.
A interface
com os soldados da tropa também é difícil
segurar o botão direito e deslizar o mouse para dar ordens
é um comando muito truncado. De um modo geral, o game se
sairia melhor com um tutorial menor e já incluso na primeira
fase, e não em três partes, como foi feito. Sacrifice
é um bom jogo de estratégia, mas detalhes como esses
embaçam sua qualidade.
SORTEIO
Se quiser participar do sorteio do game Sacrifice, responda:
você pretende usar menos seu computador por causa do racionamento?
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