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12-05-2001
Começou a fase 2

Qualquer internauta mais curioso que se der ao trabalho de vasculhar os arquivos de notícias sobre o negócio Web de um ano atrás vai perecber, comparando com o que está sendo publicado nas últimas semanas, que a Web está entrando no que me atreveria a chamar de Fase 2.

A expressão serviria para designar o movimento de acomodação empresarial que começou nos portais, nas empresas que atuam no B2B, nos sites de bancos e nos e-commerce, no sentido de identificar os parceiros mais confiáveis, os mais profissionais e mais honestos e, finalmente, os que permitem horizontes mais consistentes.

Coisa tipo acabar com esse equívoco de acesso gratuito a site provedor de acesso sem que alguém banque a conta, de tentar apoiar o faturamento da receita mirrada de e-commerce sem ser empresa do ramo comercial, de bancar uma estrutura própria para atividades de provimento de acesso em lugar de contratar uma empresa que vive disso e querer achar que audiência cai do céu ou cyberespaço, sem que o site tenha algum diferencial.

Eu vou mais longe. Está ficando cada vez mais claro que está começando a temporada de parcerias, substituindo o movimento inicial de instalação. Crescendo a movimentação de inter-negócios para ganhos de escala e redução drástica de custos. E da fase em que cada real gasto ter sido empregado com muito cuidado e definição de objetivos.

Isso vai, naturalmente, provocar acomodações, desmobilização de estruturas e de pessoal, mas com um novo norte onde cada um dos parceiros entra sabendo o que quer. Sem a presenças dos promotores de negócios, que até bem pouco tempo traçavam cenários que jamais seriam alcançados pela Web no prazo que eles garantiam. E com o pessoal da comunicação, publicidade e do marketing se preocupando em que o cliente ganhe dinheiro e não prêmios no setor.

Vai ser uma fase sem muito glamuor. Sem as manchetes impactantes de investimentos, contratações e grandes migrações. Mas pode ser interessante e economicamente viavel. E pensando bem, não de todo ruim, pois agora o futuro do negócio pode ser decido por quem é do ramo e não por quem estava apenas interessado no dinheiro fácil do investidor ou do gestor deslumbrado e endinheirado. Sinceramente acho que tem muito mais chance de dar certo do que há um ano atrás.

Até semana que vem.

*Fernando Castilho (castilho@jc.com.br) é jornalista há 24 anos e assina a coluna JC Negócios no Jornal do Commércio, de terça a domingo.

Coluna atualizada às sextas