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13-04-2001
Internet é mídia ou ambiente?

Pois é: os pessoal que trabalha com pesquisa e avaliação de potencial de mercado, está com uma conversa interessante sobre o futuro da Internet, defendendo uma tese de que o futuro da Web, não é o de ser uma nova mídia mas um ambiente de mídia, onde o cliente altamente segmentado busca, e encontra, o que deseja.

E que junto disso, ou melhor o anúncio especificamente montado ao lado da informação, pode agir multiplicando por mil a relação custo/benefício.

A idéia é nova e interessante. E põe um visão diferente do que o pessoal da Web pensa como potencial de negócios. E ainda porque pode ser uma concepção atrente para a construção de um novo discurso de vendas com perpsectivas mais realistas em relação ao cliente. Se a Web é mesmo um ambiente de mídia.

Aí se entendendo-a como uma grande vitrine digital onde o cliente pode ir - em breve, para o jornal (reprodução do texto impresso) jornalismo eletrônico (o texto produzido em tempo real para um cliente com interesse atualização permanente) rádio, TV, telefonia móvel, e cinema via DVD - teriamos a Web como portal de serviços da mídia. Um lugar onde o freguês poderá exercer o supremo direito da opção.

E se isso é verdade o mercado potencial da Web será o de oferecer informação publicitária adicional no momento em que ele está procurando o que deseja. Esse discursso cria um cenário bem definido para que os agentes do negócio podessem se comportar. Uma nova forma de agir, programar-se e traçar seus planos de atração de clientes. Enfim, reformular toda a idéia de que não está mais disputando um cliente que vai pegar um pouco de sua verba publicitária e tentaria ampliar sua audiência.

Vai aplicar na Web, porque ela seria um caminho para leva-lo a outras mídia. Onde pudesse se informar, com muito mais precisão ou identidade do que pode precisar. A diferença é que, através da Web e pelo seu perfil econômico, o cliente que iria para a mida tradicional, seria um cliente como muito mais potencial de consumo, muito mais informações sobre o produto que deseja e apenas o cliente que tomou a decisão de consumir.

Interessante a tese de ver a Web, como ambiente de mídia, porque pode dar uma argumento de vendas para os clientes em potencial com um conceito diferente. Talvez mais definido e que não se limite apenas a tentar abocanhar um naco da verba que a empresa reservou para publicidade. Um naco bem pequeno até agora.

Como tudo que é novo, ou revisto, a tese do ambiente de Web ainda precisa ser melhor avaliada diante da perspectiva que isso confere ao futuro da Web. Se ela, diante desse conceito, se tornará um instrumento de agregação de outras mídias. Até comando a decisão - quando linka a mensagem da empresa à disponibilidade de acessa (apenas oa toque ou um clique no mause) à TV, o jornal impresso, o rádio, à revista e até outras midias complementares.

Ou se ela seria um complemento que já tem suas verbas comprometidas e, para completar o conjunto de opções fazendo-a a entrar na onda da empresa inserida no novo contexto globalizante, poria um pouco de grana na Web.

Sinceramente, acho que a primeira opção é a que vai prevalescer porque, a despeito do crescimento ainda minguado da Internet, em países como Brasil ela, independente da sua audiência, foi capaz de juntar tudo quanto é forma de acesso à informação permitindo que, naturalmente, ela fosse agindo como uma espécie de integrador.

E aí, pensando bem, hoje ela já seria isso mesmo, um ambiente de mídia. Só que o pessoal que está vendendo Web ainda não se convenceu disso.

Até semana que vem.

*Fernando Castilho (castilho@jc.com.br) é jornalista há 24 anos e assina a coluna JC Negócios no Jornal do Commércio, de terça a domingo.

Coluna atualizada às sextas