 |
13-07-2001
Celular pessoa jurídica
Em
tempo de crise com todos os cenários de todas as corporações
sendo revistos (para baixo), as companhias de telefonia móvel
no Brasil entenderam de marcar uma presença no departamento
de custo das empresas para apresentar seu novo e único discurso
capaz de mudar o perfil de seu faturamento, hoje quase todo na pessoa
fisíca (90% das receitas) ainda que parte deles pago pelas
empresas.
A grosso
modo, pode-se dizer que hoje a empresa pega a conta do funcionário
e faz um "acordo de cavalheiros" onde paga a despesa que
ele faz para gerar negócios para a companhia. Mas a fatura
é basicamente pessoal, conta por conta mesmo. Porque, embora
com todo aquele discurso de negócio corporativo, perprsectiva
de negócios via Wap e e-business, via Telefonia móvel,
receita consistente que é bom, nada!
Mas
as empresas aprendem rápido. E viram que a festa da Telemar
no negócio de pessoa jurídica pode ser enfrentada.
Até porque, se não for assim, a Telemar vai comer
de vez o nicho da móveis quando entrar no negócio
móvel que, come se sabe, deve se materializar ano que vem.
E justiça
se faça, a Telemar terá nos estados em que vai operar
móvel, faca, prato, queijo, guardanapo, mesa e garçom.
Terá uma mega estrutura, o cadastro de telefonia fixa, seus
hábitos e desejos e até quanto ele pode gastar agora
num sistema móvel novo. Ou seja, vem aí a Conta Única
Telemar. Com celular, DVI, telefone fixo e até provimento
de Internet residencial mesmo. Tudo numa conta só, numa companhia
só e ainda com um serviço novinho em folha. Ou até
desconectado em folha.
É
por isso que as móveis estão na rua com uma conversa
agressiva para vender a tese de que "celular pode ser mais
barato". E até juntando toda essa conversa com o charme
da geração 2,5 de celulares móveis, onde se
pode transformar o aparelhinho portátil num poderoso instrumento
e negócios fixos.
Coisa
como ligar o celular num laptop, para mandar e receber mensagens
de vendas e relatórios em Word ou works etc. De pequenos
tamanho e que poderiam passar direto para o faturamento, o pedido
feito num telefone móvel. Depois, transformar o celular numa
central de ramais internos com confiabilidade digital. Tudo isso
embalado num pacote onde a empresa tem além dos aparelhos
em comodato, franquias de minutos e serviços especiais teriam
um preço mais baixo que num telefone fixo.
É
uma tentativa com prazo a vencer mesmo. Pois esses mesmo serviços
vão ser oferecidos, é claro, pela Telemar ou pelas
demais operadoras fixas quando o mercado abrir geral. Mas é
uma estratégia de amarrar consistência. Até
porque, se não conseguir, o próprio cenário
do negócio celular (além do simples canal de voz)
terá ser redesenhado. Inclusive o verdadeiro potencial do
Wap na Web.
Até
semana que vem.
*Fernando
Castilho (castilho@jc.com.br)
é jornalista há 24 anos e assina a coluna JC Negócios
no Jornal do Commércio, de terça a domingo.
- Condenando-se
a ser importador
- Do
homebanking à fila do caixa
- Apagão,
caladão e outros bugs
- Com
crise, a Web cresce
- Apagão,
Web e supérfluos
- Começou
a fase 2
- Web
é para toda a vida
- O
Congresso, o voto e a Web
- Sem-Web
nem sempre são ET
- Internet
é mídia ou ambiente?
- Alguma
novidade aí?
- Até
agora, WAP só dá despesa
- Pelas
janelas da Web
- Wap,
você usa?
- vacalouca.com.br
- E
nós, ainda vamos?
- Infecção
digital
- O
conteúdo no Call Center
- Será
que o WAP serve?
- I.Service
ainda é desejo
- A
vida .gov.br
- O
dia em que a privacidade acabou
- Web
para rádio, TV e jornal
- Os
chatos de ouvido
- Proteção,
a indústria que mais cresce
- Máquina
cara e ruim
- Internet
boa tem que ser paga
-
O país do cartão magnético
- A
hora da verdade
- Nu,
porém, mais ou menos vestido
- O
que substitui o banner?
- Ganhando
massa muscular
- Olha
eu aqui
- Profissão:
desenvolvedor de Web
- Os
brutos na Web
- Linux,
o Pingüim vai virar onda?
- Internet
para pobre
- Ó
o auê aí ó
- Ouro
dentro de lata do lixo
- Basta!
Quero privacidade
- IDH,
educação e Web
- Na
Web imagem é tudo
- Via
alternativa ou mídia essencial
- CPU
não é unico caminho para a Web
- Domínio
não é patente
- CD-ROM
virou commodittie
- Audiência
carece de micro
- Conteudista
não é jornalista
|